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Nada que a meia-distância não resolva

Nada que a meia-distância não resolva
O Benfica reencontrou o Bassano duas semanas depois da goleada [...]

O Benfica reencontrou o Bassano duas semanas depois da goleada em Itália por 8-2. Com a formação do histórico Pino Marzella cada vez mais debilitada – apresentou seis jogadores de pista na Luz e apenas jogou com cinco, sendo que Bolcato está lesionado -, pensava que a história do jogo iria ser escrita com as mesmas linhas e caneta da primeira volta mas tal não aconteceu, ainda que a vitória tenha sorrido de novo ao Benfica, por 9-6.

O Bassano apresentou uma defesa à zona, permitindo maior poupança física dos seus atletas e, jogando no erro do adversário, fazer mais contra-ataques em superioridade numérica. Tudo correu de feição aos italianos neste capítulo e até tiveram o dobro das superioridades numéricas que os encarnados (seis contra três), o que também há que ter em conta é que uma defesa à zona permite que a equipa contrária tenha mais à vontade em rematar de longe e se o guarda-redes não consegue estar ao seu melhor nível perante a meia-distância, torna-se difícil de ter sucesso. Foi o que aconteceu. Aliás, o resultado foi gordo mas a história do jogo nem tanto. Isto porque a partida decorreu sempre na mesma toada e os golos também foram todos, uns mais outros menos, pelas mesmas razões. Bassano em contra-ataque, Benfica em remate de meia-distância ou recuperação de bola durante as transições do adversário, um dos aspectos em que os transalpinos tiveram sérias dificuldades, assim como alguma falta de agressividade na defesa, quando os elementos do Benfica já estavam numa zona próxima da baliza e sem qualquer oposição que os impedisse de pensar ou executar.

Primeiros três minutos ‘sempre a abrir’, com dois golos para cada lado. Amato (10 segundos) e Emanuel García (três minutos, de grande penalidade) para os italianos, Nicolia (30 segundos) e Adroher (um minuto) para os portugueses. Nicolia, que actuou pela primeira vez na Europa com as cores do Bassano, foi temível nos remates de longe que lhe valeram um hat-trick na primeira parte. O argentino fez dessa forma o terceiro e quarto tentos encarnados (sete e 15 minutos), com Emanuel García também a marcar pelo meio, de novo de grande penalidade (12 minutos).

Resultado à tangente (4-3) para a formação da Luz na entrada para a segunda parte que até ao sétimo golo encarnado teve sempre o Bassano na discussão do jogo. Torra dilatou de grande penalidade para 5-3 (minuto quatro) mas Darío Giménez, astro argentino de grande craveira técnica, fez um golo genial mas que já lhe vai sendo habitual, levantando a bola e rematando praticamente de costas para a baliza (minuto cinco). Tiago Rafael, com um golo igualmente de grande execução técnica, na cara do guardião Dal Monte, voltou a colocar em dois golos a diferença do marcador (minuto oito), mas Darío Giménez de contra-ataque reduzia (minuto 11).

Aqui, o Benfica sossega os seus adeptos, com Diogo Rafael a fazer dois tentos e a colocar o resultado em 8-5 (minutos 13 e 21), havendo tempo para mais dois golos, um para cada lado. Giménez completou o seu hat-trick (minuto 23) e Torra, a três segundos do final, fixou o marcador em 9-6. Desta forma o Benfica junta-se ao FC Porto e Forte dei Marmi (Itália) no lote de apurados para os quartos-de-final, estando a Oliveirense bem posicionada para alcançar essa meta, apesar da derrota na Corunha, por 5-3, frente ao Liceo local. Os comandados de Tó Neves poderão carimbar a passagem já na próxima jornada em caso de vitória na Suíça, frente ao Basel, e caso o Viareggio não vença o Liceo em casa. Bem mais complicada está a vida do Valongo que perdeu este fim-de-semana em Itália, perante o Forte dei Marmi, por 8-7. Os valonguenses estão a cinco pontos do Vendrell, segundo classificado, ainda que os catalães tenham de receber os transalpinos na próxima jornada e depois visitem Portugal, para a derradeira jornada.



Fonte: Modalidades

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