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Vencer a Física ao som do apito

Vencer a Física ao som do apito
Certamente a vitória mais sofrida do Benfica esta época e [...]

Certamente a vitória mais sofrida do Benfica esta época e não por culpa própria. Do lado contrário, uma Física bem ciente do trabalho a realizar agarrou-se ao sistema defensivo, ao guardião Pedro Chambell e às poucas oportunidades de que dispôs para exigir aos encarnados, os de Lisboa, o seu melhor hóquei. Desde o primeiro minuto que se percebeu que os campeões nacionais não iriam dar um milímetro à formação da casa, mas não menos cedo se entendeu que todo o hóquei torriense estava preparado para isso, quer em posse de bola quer em defesa (muito bem) organizada. O argentino Carlos Nicolia acabou por ser o talismã da Luz, ao marcar três golos e assistir noutros dois.

Foi o campeão do Mundo que abriu as hostilidades, num remate cruzado, ao minuto oito. A Física, contra a corrente de jogo, empatou quase por acaso, pelo stick de Samuel Lima, aos 12 minutos. Depois, tal como acontece sempre em jogos de David conta Golias, o tento marcado deu muito alento aos torrienses que começaram a acreditar que era possível fazer a gracinha. No rinque defensivo do Benfica, posse de bola ao máximo dos visitados, no rinque defensivo da Física, defesas de Pedro Chambell até mais não.

Na segunda parte surge a reviravolta. Vicente Alves aproveita uma bola perdida junto de Trabal e faz o segundo, aos seis minutos. Nicolia volta a empatar a contenda com um lance apenas ao alcance dos melhores. Uma picadinha à entrada da área que voltou a dar fogo a um Benfica algo surpreendido pelo resultado, decorria o minuto dez. A mesma história repete-se seis minutos depois. Vicente Alves desvia um remate de Filipe Bernardino e faz o 3-2 e Nicolia não empata, mas dá a empatar, colocando o esférico no stick de Adroher que, na cara de Chambell, empatou a três ao minuto 19.

À medida que os minutos passavam intensificava-se a pressão dos visitantes que acabaram por beneficiar de um presente (o segundo, depois do livre directo a castigar a décima falta cometida pela Física em que Nicolia atira-se perentoriamente para o piso) de Cláudia Rego que assinalou uma grande penalidade quando, na verdade, a bola vai ao patim de Samuel Lima fora da grande área. Nicolia que já havia falhado um livre directo volta a não desfeitear Chambell, no entanto, na recarga, assiste Diogo Rafael que volta a colocar os encarnados de Lisboa na frente do marcador, a cinco minutos do final.

Em vantagem, o Benfica acaba por dilatar o marcador já nos últimos minutos, por Nicolia de livre directo e Diogo Rafael. Vitória por 6-3, justa, ainda que o empate se justificasse pela forma como a Física abordou o encontro e conseguiu levar até ao fim a discussão do resultado. Para o Benfica, segue-se a recepção à Candelária no próximo sábado, em jogo da sétima jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, competição liderada pelos pupilos de Pedro Nunes, com os mesmos pontos da Oliveirense que esta noite também venceu a sua partida, em São João da Madeira, por 6-1.



Fonte: Modalidades

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