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O segredo de Ferran

O segredo de Ferran
Fotos: Luis Miguel Velasco Hevia O Noia é o detentor da Taça Continental, ganha ao todo-poderoso Barcelona. Ferran López, actualmente no Igualada, er...

Fotos: Luis Miguel Velasco Hevia

O Noia é o detentor da Taça Continental, ganha ao todo-poderoso Barcelona. Ferran López, actualmente no Igualada, era o treinador dos "rojinegros" que ousaram fazer a festa em pleno Palau Blaugrana.

"Ganhar ao Barça, a Continental no Palau, foi espectacular", recorda Ferran López com emoção. "Ainda para mais com o Noia Freixenet, que é a equipa do meu coração", sublinha.

Pese a conquista na Taça CERS, poucos apontavam possibilidades ao Noia de vencer o Barcelona. E menos ainda depois de um empate a zero em Sant Sadurní que levava a decisão para o Palau. Mas, depois de um empate a três, o Noia conquistou mesmo a Continental, nas grandes penalidades.

O não favoritismo e a coesão defensiva que o Sporting adoptou nas recentes conquistas encontram paralelo com o Noia que Ferran liderou à conquista da Continental.

Afinal qual é o segredo?

Qual foi afinal o segredo para impor aquela que foi apenas o segundo revés na Continental em 18 presenças ao Barcelona? "Não é uma tarefa fácil mas não é impossível", começa Ferran Lopez por dizer ao HóqueiPT, lançando o repto ao Sporting.

“Creio que a chave esteve em acreditar, desde o primeiro momento, de que seria possível se trabalhássemos em equipa. Fomos melhores como equipa do que o Barça”, destaca o agora treinador do Igualada. “Outra das chaves foi estudá-los muito bem a nível individual, saber o que faz cada jogador e contrariá-lo”, aponta, reconhecendo o talento dos jogadores blaugrana. "Sabíamos que individualmente são os melhores, mas não como equipa", ressalva.

Para o Palau Blaugrana, a estratégia foi tratada ao pormenor. "Planeámos um jogo lento, fechado, com uma defensiva muito organizada. O objectivo era que se aborrecessem de atacar e de não conseguir ‘furar’, e sairmos muito rápido para o contra-ataque. Tudo correu como estava planeado”, congratula-se Ferran López, sublinhando que também foi importante “tirar a bola” ao Barça. “Também planeámos ter posse de bola muito tempo no 4x4 e obrigá-los a defender mais do que o que estão habituados”, indica.

O Noia adiantou-se no marcador, por Jordi Del Amor, mas perdia 3-1 já na segunda parte. Francesc Bargalló e Borja Ferrer restabeleceram a igualdade e levaram o jogo para prolongamento. “Recuperámos de um 3-1 adverso graças à nossa força mental, outra das grandes chaves daquele dia”, sublinha o técnico. Nas grandes penalidades, o Noia marcou por três vezes e o Barça “apenas” duas.

Importante foi também sacudir a pressão depois do nulo na primeira mão. “Sempre jogámos com o facto de sabermos que não eramos favoritos e que toda a pressão estava do lado do Barça, com um orçamento 10 vezes maior do que o nosso”, refere, e salienta a importância de um momento destes na carreira de um jogador. “Quando jogas uma final deste tipo, contra estes grandes jogadores, num cenário assim tão monumental e com tudo contra ti, tens de pensar que talvez nunca mais possas voltar a ter essa grande oportunidade e que tens de deixar tudo o que tens e pensar apenas em aproveitar a oportunidade que o destino pôs no teu caminho”, expõe.

“Nunca nos rendemos. Fomos grandes. Fomos heróis e demonstrámos que, com trabalho em equipa, entusiasmo e muito crer ‘David pode vencer Golias’”, exulta.

O melhor resultado é... o empate

Numa decisão a duas mãos, o desfecho da primeira partida é relativo. E Ferran surpreende ao preterir uma vitória. "O resultado do primeiro jogo deve ser próximo", indica, justificando. "Se lhes ganhas pode ser pior porque os 'enfureces' demasiado cedo... e depois jogam condicionados, sabendo que têm de dar a volta", explica, apontando o melhor caminho na decisão em apenas um jogo. "Um empate é um grande resultado, o ideal no jogo da primeira mão porque implica que tudo seja decidido em apenas um jogo e, num jogo, como se demostrou, tudo pode acontecer", constata.

Sem os holofotes, apenas com a responsabilidade de fazer o melhor possível, só se tem a ganhar no terreno do Barcelona. "Uma final de tudo ou nada, sem pressão, e a jogar sem favoritismo no Palau. Pode-se pedir mais como treinador?", desafia.

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