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HóqueiPT teve mais Power em 3x3

HóqueiPT teve mais Power em 3x3
Terminado o fim-de-semana da competição sénior no 1º Torneio 3x3 ADO, é altura do balanço desportivo do evento que terminaria com a vitória da equipa ...

Terminado o fim-de-semana da competição sénior no 1º Torneio 3x3 ADO, é altura do balanço desportivo do evento que terminaria com a vitória da equipa HóqueiPT Power.

Numa primeira fase com 22 equipas distribuídas por cinco grupos, cedo se começaram a perceber os candidatos ao título final. Com jogos já realizados na noite de sexta-feira, o dia de sábado definiu os vencedores de cada grupo e o alinhamento para os 16-avos de final, sendo que todas as equipas se apuravam para a fase final… mas os últimos tinham de se levantar mais cedo, enquanto os primeiros só entravam em pista para os oitavos.

Francisco Veludo este extraordinário no primeiro dia

No grupo A, os HóqueiPT Power somaram três vitórias em outros tantos jogos. Tacticamente muito concentrada, com Ricardo Silva seguro e Tó Neves a desequilibrar na frente quando entrava, a equipa que contou ainda com Pedro Mendes e Diogo Silva relegou os Tectend – equipa formada por jogadores do Alcobacense - para segundo lugar.

No grupo B, os HóqueiPT Energy garantiram também a vitória no grupo. Ainda que condicionados por uma lesão de Francisco Veludo no primeiro jogo – que o limitou para os restantes – a equipa de Miguel Rocha, Janeka e Marinho impôs-se aos Mosqueteiros, Alentejanos e Amigos do Gordo, perdendo na derradeira partida com os Wolfsroicz depois de já terem o primeiro lugar garantido. Veludo foi poupado e Janeka aguentou-se sob os postes e sobre os patins enquanto pôde. Já prostrado, viu o adversário disparar no marcador. A reacção na frente veio tarde e a derrota por 8-7 foi uma realidade… Os Mosqueteiros com primodivisionários de Paço de Arcos, reforçados com Paulo Santos, terminaram em segundo com mais um ponto que os Alentejanos de João Chalupa. Os Wolfsroicz acabaram em quarto e os Amigos do Gordo – juniores da Stuart com João Campelo – terminariam, pese a boa réplica, em quinto.

Miguel Dantas, um d’Os Mosqueteiros

No grupo C, a vitória sorriu aos Rogerlites + 3. A equipa do guarda-redes João Santos terminou com apenas mais um ponto que os A Bola é Nossa, mercê da vitória por 4-5 no confronto directo entre as duas equipas. A Bola é Nossa jogou as suas três partidas no sábado mas não acusou cansaço, terminando mesmo à frente dos Gigante Careca que contava com nomes como Alexandre Andrade e João Filipe d’Os Tigres mas que viu Rui Gamboa “desviado” para o NOS Alive.

O grupo D foi ganho pelos experientes e valorosos hoqueiShop Summer Team, com três vitórias em outros tantos jogos. Com o já retirado Pedro Feliz na baliza, Rodrigo Sousa e Tiago Barbosa (“Sapo”) e o jovem João Alves (“Joka”), a quem se juntou Henrique Santos à última da hora pela ausência de Paulo Almeida, os Summer Team impuseram-se aos Barbershop by TL, um grupo jovem de Paço de Arcos reforçados por André Gaspar, protagonista de alguns dos mais bonitos golos do evento. E os jovens cederam pela margem mínima… Os Milho do Bom e os Multiple Scorgasms fecharam a classificação.

Pedro Chambel brilhou entre os postes… mas depois de uma noite “animada” sucumbiu nos oitavos

Finalmente, o grupo E foi dos mais disputados. A Comprar Casa Oeiras e os Frenchie 1.3.1.2. terminaram com os mesmos nove pontos, com a equipa da Comprar Casa a garantir o primeiro lugar com uma vitória no confronto directo por 3-5. Já com João Beja na baliza, no fecho da fase de grupos, o vencedor do grupo E seria batido pelos Sensualões que ainda assim não escaparam ao último lugar. Os Páteo d’Alenquer – com Rui Cova, o mais certeiro do torneio – quedaram-se pela terceira posição e os TorresVeteras Team terminaram em quarto.

Fase final a sério…

No Domingo acabou a brincadeira. Ainda que com semblantes despreocupados, todos procuraram vencer e o público presente acabou por presenciar boas partidas. Nas partidas dos 16-avos de final que apuraram seis equipas para o quadro final de 16, destaque para a vitória dos OK Férias. Mas não pelo hóquei praticado. Os Gigante Careca tiveram falta de comparência e a equipa de Hugo Nascimento passou sem preocupações. Destaque igualmente para os Páteo d’Alenquer que frente a’Os Amigos do Gordo iniciaram uma longa caminhada até à final, num total de cinco jogos disputados neste derradeiro dia.

Os Páteo d’Alenquer ganharam até à final… enquanto Fábio Júnior teve a braçadeira HóqueiPT

Os adversários dos Páteo d’Alenquer na final foram os HóqueiPT Power que entraram em rinque para disputar os oitavos-de-final frente aos Multiple Scorgasms (4-2), eliminando depois os jovens do Barbershop by TL (6-1) e os Rogerlites + 3 (6-4) nas meias-finais.

Os Rogerlites + 3 terminariam no terceiro lugar, depois de vencer os Milho do Bom (4-1), uma hoqueiShop Summer Team sem Rodrigo Sousa e a perder Pedro Feliz já durante a partida dos quartos (5-2) para cair nas meias-finais por 6-4 frente aos HóqueiPT Power, com um golo de grande penalidade de Ricardo Silva já no prolongamento a ser decisivo.

Na partida de apuramento do terceiro e quarto lugar que os Rogerlites + 3 venceriam, ninguém parecia querer ganhar. Os Tectend – que eliminaram os HóqueiPT Energy nos quartos – abdicaram do guarda-redes João Lapa e na baliza do Rogerlites + 3 foi André Garção que vestiu o equipamento de João Santos. A partida arrastou-se até ao prolongamento, com bons apontamentos de humor, num bom aperitivo – ainda que pouco competitivo – para as finais.

A técnica vencedora, Marina Alves, aponta a Diogo Silva os erros do pupilo Tó Neves

Na final, os HóqueiPT Power – orientados por Marina Alves - contaram com um Ricardo Silva em grande e com toda a experiência da I Divisão de Pedro Mendes e Diogo Silva, com Tó Neves a desequilibrar na frente. Foi no entanto Pedro Mendes a quebrar a resistência da equipa de João Patrício e Rui Cova (ambos do SPRS Ploufragan do escalão maior gaulês) e do guarda-redes Diogo Rodrigues, campeão do mundo de sub-20 que está a caminho do Candelária.

Rui Cova não marcou na final mas terminou como melhor marcador com 23 golos, enquanto Ricardo Silva recebeu o prémio pela defesa menos batida.

A equipa vencedora, com Diogo Alves

Comprar Casa Oeiras venceu em femininos

A competição feminina contou com apenas quatro equipas, com muitas das atletas a participarem também na competição masculina/mista. O equilíbrio foi a nota dominante e o triunfo final da equipa da Comprar Casa Oeiras, que terminou na terceira posição na fase de grupos, é a melhor legenda possível.

As Comprar Casa Oeiras, vencedoras da competição feminina

As goleadoras Joana Cruz e Isa Ricardo (que terminariam com nove golos cada) conduziram as Ai Jasus! à final com vitórias sucessivas na fase de grupos e nas meias-finais – recebendo a sua guarda-redes, Marta Rosa, o prémio para defesa menos batida - mas acabaram por cair na lotaria dos livres directos, forma de desempate adoptada após a igualdade a uma bola persistir para além do prolongamento. Margarida António apontou o livre directo decisivo, cujo registo fica abaixo.

Vídeos

Ao longo do 1º Torneio 3x3 ADO, o HóqueiPT fez o registo de algumas entrevistas com protagonistas do evento. Num registo a afastar-se da seriedade com que procura divulgar a modalidade, o HóqueiPT embarcou no espírito de diversão do fim de temporada e dos 3x3 que preenchem o panorama hoquistico nesta fase do ano.

Sapo foi o primeiro a ser entrevistado. Depois de uma época em que jogou pouco, o jogador dos hoqueiShop Summer Team brilhou com golos de belo efeito.

Seguiu-se Tó Neves, após o seu primeiro jogo no torneio e ainda longe da final. A entrevista foi conduzida pela sua treinadora, Marina Alves, e contou com a participação muito especial da mascote da equipa HóqueiPT Power, o jovam canino Bass.

Também ainda cedo no torneio, Rui Cova descobria que havia um prémio para o melhor marcador. O jogador que se sagrou campeão do Mundo de sub-20 em 2003, abriu a prova com sete golos e acabou com um total de 23.

Quem também falou aos microfones do HóqueiPT foram os jogadores da HóqueiPT Energy, Janeka e Xico Veludo. Com um árbitro intruso, Zé do Ó.

Após mais uma vitória dos HóqueiPT Power a caminho da vitória final, falou Diogo Silva, capitão da Oliveirense e revelação em 3x3.

Quem também teve tempo de antena, foram dois dos árbitros que apitaram os jogos deste 1º Torneio 3x3 ADO. Tiago Alves e Marco Lopes foram protagonistas de uma “classe” de árbitros que se formou já este ano.

Na equipa Comprar Casa Oeiras, de Pedro Chambel, Pedro Vaz e João Beja, um jogador reclamou mais minutos de jogo. O HóqueiPT ouviu as queixas de Luís Filipe Raimundo, da formação do Turquel, e recrutou-o, acabando como técnico de equipamentos do guarda-redes Francisco Veludo no decisivo dia de competição.

O guardião Francisco Veludo, brilhou no primeiro jogo mas lesionou-se, obrigando mesmo à presença de um fisioterapeuta. Apesar do registo vídeo, ele sabia mesmo o nome de quem o ajudou…

Já no domingo, João Beja, Hugo Garcia e Diogo Rodrigues (que, para além de guarda-redes dos Páteo d’Alenquer, foi um dos esteios da organização) comentaram o torneio. Os jogadores do Paço de Arcos perderam nos oitavos-de-final mas não perderam a boa disposição, reclamando para si o protagonismo na condução de entrevistas (ver outra peça).

Os Páteo d’Alenquer fizeram um percurso extraordinário até à final, depois de se terem quedado no terceiro lugar na fase de grupos. Obrigados a madrugar para jogar os 16-avos depois de uma noite “dura”, realizaram cinco jogos no domingo, quatro deles com Fábio Junior com a braçadeira de treinador do HóqueiPT para dar sorte. Naturalmente, na final, o HóqueiPT não lhe emprestou a braçadeira…

João Patrício, tal como Rui Cova, joga em França. Intenso na forma de jogar, Patrício confessou que queria chegar mais além mas revelou-se satisfeito como a final decorreu, com oportunidade de jogar frente a valorosos jogadores.

Os HóqueiPT Power venceram o título muito por força de um bloco sólido, com Ricardo Silva a ser enorme a evitar golos e até a marcar um (na meia-final, de grande penalidade). Na decisiva final, Ricardo deixou os Páteo d’Alenquer e o melhor marcador da prova, Rui Cova, a zeros.

Rui Cova ficou em branco na final mas terminou com 23 golos, suficientes para superar os 21 de Miguel Rocha e os 15 de uma veia goleadora de Pedro Mendes, desconhecida para muitos. O jogador que evolui em França – onde confessa estar bem – teve uma pequena consolação depois da final perdida.

A fechar, Diogo Alves, representante da organização e dono do saco das bolas (quem lá esteve entenderá), fez o balanço de um evento para repetir e para, se possível, melhorar.



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