Mundo Do Hoquei - Portal informativo de Hoquei em Patins

Panchito Velázquez: «O Benfica não é um clube, é uma religião»

Panchito Velázquez: «O Benfica não é um clube, é uma religião»
Não esquece os adeptos dos encarnados e admite ser fã incondicional da equipa portuguesa. Os anos passam, mas a admiração mútua entre apoiantes benfiq...

Não esquece os adeptos dos encarnados e admite ser fã incondicional da equipa portuguesa. Os anos passam, mas a admiração mútua entre apoiantes benfiquistas e Panchito Velázquez mantém-se. Embora esteja a trilhar uma vida diferente daquela que tinha em Lisboa, o ex-hoquista do clube da Luz garante estar a cumprir um sonho junto daqueles que considera mais importantes.

RECORD – Sente-se triste por ter deixado o Benfica sem ter conseguido ser campeão nacional? Conquistou “apenas” duas Taça de Portugal e duas Supertaças...

PANCHITO – Sim, fico triste... Recordo-me que ganhámos a Taça de Portugal, na primeira vez que a disputámos. Mas, quando era a valer, com a Liga dos Campeões e decisões do campeonato, o nosso físico não estava no melhor. Não dava para mais. Eu tinha lesões, mas continuava a jogar. Um dia, o médico António Martins olhou para o meu joelho e perguntou-me: “Como fazes para jogar?” Cheguei a jogar com os dedos partidos, com uma placa a segurá-los... Quando chegava aos jogos decisivos, perdia muita massa muscular e recordo-me que havia 9 centímetros de diferença entre um joelho e o outro em termos de musculação. Era sempre a jogar e apenas com quatro jogadores de qualidade não dava para mais.

R – Mesmo assim, com essas adversidades, esforçava-se pelo prazer de jogar hóquei em patins ou para dar alegrias aos adeptos?

P – Era uma mistura. Às vezes estava muito mal fisicamente, chegava ao pavilhão e tudo mudava. Estava sempre cheio, em todos os sítios. Seja em França, na Alemanha ou na Suíça, estava sempre alguém do Benfica. Era algo lindo, um laço muito grande. Vestia a camisola, transformava-me e deixava a pele em campo.

R – O que recorda dos tempos passados em Portugal?

P – O meu período no Benfica foi uma mescla de muitas coisas. Primeiro de tudo, adorei viver em Portugal, estive sempre muito bem e fui muito feliz. Recordo-me que saía de casa, apanhava a Avenida Marginal e era um prazer enorme passar por ali. Comprei a minha primeira casa em Lisboa e foi uma satisfação viver lá. Eu e o meu pai fazíamos sempre grelhados, estávamos realmente muito bem em Lisboa. Nessa altura também nasceu o meu filho e ele agora diz mesmo que é português.

Apoie quem apoia o Hóquei em Patins, compre a edição de hoje e leia esta entrevista na íntegra na edição impressa do jornal Record

(Foto e Texto: Luis Vieira - Record)

Comentários

Notícias lidas no momento

A carregar...