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Luís Sénica, de treinador para treinador

Luís Sénica, de treinador para treinador
Hélder Antunes, responsável pelo «TreinadoresHP» fala com Luís Sénica, treinador do SL Benfica, numa conversa, de treinador... para treinador.

1 – Como defines o perfil ideal do Jogador e do Guarda-Redes de Hóquei em Patins atual?

LS - Existem no meu entender um conjunto de características que se destacam e não tanto um perfil ideal…

No jogador o domínio da “trilogia” do Hóquei em Patins, com tão bem definiu Ernesto Honório, ou seja o domínio do patim, setique e bola, ao qual lhe juntava outros traços importantes reacções sensoriomotoras, capacidade de realizar acções complexas rápidas, procedimentos e resposta rápida, agilidade, controle emocional, cooperação, domínio do espaço, capacidade de mudança de movimentos, sentido de antecipação… entre outros.

No GR a grande diferença está na posição que adopta em relação aos seus colegas de pista, no material que usa para a sua posição específica o que implica o reforço de algumas características importantes como a patinagem específica da sua função, a coordenação fina intersegmentar, o sentido de ritmo, o sentido de equilíbrio a percepção óptima das distâncias a percepção da velocidade da bola dos colegas e dos adversários e um forte traço das capacidades volitivas.  


2 – Dás importância ao trabalho psicológico numa equipa? Como o podemos trabalhar?

LS - A capacidade psicológica pode influir positiva ou negativamente na capacidade de resposta dos atletas nas várias componentes do treino e do jogo. O objectivo principal do treinador será optimizar o rendimento do atleta e da equipa e nesse contexto o trabalho psicológico deve integrar-se no conjunto da preparação global, através da definição de objectivos, da imagética, da superação aos sinais de fadiga, da autoavaliação, dos jogos de treino, da marcação de livres directos, das grandes penalidades, dos jogos lúdicos, entre outros…


3 – Na tua opinião, qual a metodologia de treino mais adequada para o treino de Hóquei em Patins numa equipa Sénior? Porquê?

LS - Pessoalmente acredito na especificidade do treino a partir de uma “ideia de jogo”, mas entendo que não devemos generalizar, todas as metodologias são boas importa é saber quando e como usá-las.


4 – Que características coletivas achas mais importantes que uma equipa deve ter, tendo em conta as regras atuais do Hóquei em Patins? Transições Rápidas? Posse de Bola? E porquê?

LS - Olho de forma holística para essa relação. Entendo o processo de preparação da equipa de forma global, assente num conjunto de interacções das diversas formas que comportam o rendimento da equipa na pista.


5 – Que lacunas, se é que elas existem, apontas à forma como se trabalha a formação em Portugal, nomeadamente nos atletas mais jovens? Para onde deve ser direcionado o trabalho dos treinadores?

LS - Qualquer que seja o nível da prática desportiva que se considere existe uma questão incontornável, a relação dinâmica entre os indivíduos ou os grupos que nela participam.
Esta relação torna-se processualmente decisiva quando nos centramos na prática desportiva de crianças e jovens e na influência que particularmente treinadores e pais exercem sobre esses mesmos praticantes na orientação dos seus objectivos e nas motivações que procuram nessa prática.
A formação desportiva de um atleta tem obrigatoriamente que ser entendida com uma actividade educativa realizada por etapas e concretizada a longo prazo.


O blogue THP agradece a prontidão e disponibilidade do treinador Luís Sénica.

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