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Miguel Bastos fala do Mundial Sub-20

Miguel Bastos fala do Mundial Sub-20
Miguel Bastos para além de excelente repórter, tem nos relatos de hóquei o seu ponto forte, ouvir um relato do Miguel Bastos para a Rádio Barcelos ou ...

Miguel Bastos para além de excelente repórter, tem nos relatos de hóquei o seu ponto forte, ouvir um relato do Miguel Bastos para a Rádio Barcelos ou para outra qualquer é como se de  uma transmissão televisiva se tratasse, assim é a qualidade do seu trabalho. Adepto da modalidade a viver em Barcelos vai ser garantidamente um dos espectadores mais atentos ao 5º Campeonato Mundial de Sub-20 que terá lugar de 10 a 17 de Setembro naquela cidade Minhota.

O Cartão Azul foi tentar saber junto do Miguel (profundo conhecedor da modalidade e adepto confesso do OC Barcelos) qual a antevisão para esta competição.


CA – Bom dia Miguel, obrigado pela disponibilidade, o que representa para a Cidade de Barcelos, a realização de um evento desta envergadura e projecção mundial?
MB – Para a cidade de Barcelos este mundial significa o regresso do hóquei em patins ao mais alto nível após anos de ausência. Significa muito para a cidade já que é uma modalidade muito querida dos barcelenses ou não estivesse representado pelo Óquei Clube de Barcelos. Não é so o OCB, também outros clubes, uns já desaparecidos caso do VSC Barcelinhos e outros a começar a dar nas vistas caso da ADB campo que recentemente conquistou um titulo nacional nas camadas jovens. É uma cidade que vive de uma forma diferente e muito particular o hóquei em patins, por isso é com muita expectativa que se aguarda pelo começo do Mundial onde a selecção portuguesa terá o apoio incondicional dos minhotos, muito também pela presença de dois atletas Hélder Nunes e Gonçalo Alves naturais do Minho, casos de Barcelos e Vila Nova de Famalicão.

CA – Olhando para as equipas presentes, quem são os principais candidatos à vitória final?
MB – Os eternos rivais, Portugal e Espanha. A Itália, o Chile e a Argentina poderão surpreender mas a nível de camadas jovens, penso que o duelo ibérico irá determinar o vencedor da prova.

CA – Olhando para os grupos, a minha opinião é que nesta primeira fase, Portugal e a Argentina ficaram com as favas, ou seja a França no caso de Portugal e o Chile no caso da Argentina. Partilhas a mesma opinião, ou tens uma interpretação diferente?
MB – Na fase de grupos o mais importante é obter o apuramento para a fase seguinte. No caso de Portugal a França poderá ser mais acessível que o Chile em relação à Argentina. Não nos podemos esquecer que os chilenos foram terceiros classificados no último mundial derrotando a Itália

CA – Sendo a França uma selecção que vem a evoluir há uns anos a esta parte, estando neste momento no topo do hóquei europeu, Portugal terá que ter nesta partida toda a atenção, sob pena de um deslize, colocar a Espanha no caminho logo no inicio da 2ª fase. Partilhas desta opinião, ou fica aquela máxima, que campeão que se quer campeão tem de ganhar os jogos todos e não interessa quando?
MB – Claro, evitar defrontar a Espanha antes da final para não correr riscos em assistir à final na bancada. A exemplos dos seniores vencer os espanhóis na fase de apuramento e depois chegar á final e perder nada serve essa vitória. Naturalmente que todos os jogos são para ganhar independentemente dos adversários. Se Portugal quer ser campeão do Mundo deverá encarar cada jogo como uma final qualquer que seja o adversário.

CA – Colômbia (A), Áustria (B), Índia (C) e África do Sul (D), irão ser os “bombos da festa” e perdoem-me o termo, ou pensas que poderão ser umas agradáveis surpresas?
MB – Os trabalhos a nível de camadas jovens tem sido feito com algum valor e com muito esforço por parte dessas selecções. No entanto se reparamos em alguns dos resultados do último mundial onde assistimos a desfechos volumosos podemos dizer que em Barcelos isso também poderá acontecer. Não quer dizer que sejam os bombos da festa mas alguns desses jogadores vão esforçar-se para evitar goleadas sabendo que estão num mundial e que estão também para aprender. Para a modalidade não é bom que existam resultados gordos mas certamente que isso vai acontecer, apesar de considerar que para alguns jogadores das selecções menos cotadas já o facto de estarem no mundial já é a sua grande vitória.

CA – Nós que vamos de uma forma ou outra seguindo a modalidade de muito perto, temos uma vantagem em relação ao seleccionador nacional, é o facto de podermos na altura que quisermos divulgar aquele que na nossa opinião será o cinco base, ao passo que o Prof. Luís Duarte, tem de manter isso confinado à Selecção. Assim sendo qual seria o teu cinco base?
MB – Somos dez e é com esses dez que vamos lutar pelo titulo de campeão. Prefiro não dizer porque acho que se foram escolhidos dez, todos eles tem condições de fazer parte do cinco inicial. Desculpa mas prefiro aguardar elo primeiro jogo, ok?

CA – Antes de terminar fica a pergunta, como irá Barcelos receber este evento, e se já se sente numa cidade que respira hóquei por todos os poros, o nervoso miudinho que antecede as grandes competições?
MB – A cidade esta ansiosa pelo inicio da prova. Quando foi anunciado que Barcelos iria receber o evento muitas foram as pessoas que procuraram saber quando, como e onde seria. O pavilhão está renovado como podes ver nas fotos que te mandei. Em Barcelos também se vive em nível de jogadores. Portugal tem um que nasceu em Barcelos, o Hélder Nunes e Angola contara com quatro juniores que actualmente jogam no OC Barcelos. São outros aperitivos para a prova.

CA – Agora para terminar, fica o espaço à tua disposição para alguma mensagem que queiras deixar aos visitantes do Cartão Azul
MB – Este mundial em Barcelos em Portugal serve acima de tudo para divulgar a modalidade que honestamente tem sido nos últimos tempos esquecida e por certas vezes mal tratada. O CARTÃO AZUL a exemplo de outros trabalhos nomeadamente via internet vai dando alguma vida ao hóquei em patins. Por carolice são certas pessoas que por gosto pela modalidade ainda vão ocupando espaços em prol do hóquei. Para os amigos do Cartão Azul o merecido abraço e aos seus responsáveis animo e força para continuarem a divulgar a modalidade.

(Trabalho de Francisco Gavancho - Cartão Azul | Fotos: Miguel Bastos)

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