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José Freire Coordenador Técnico do Paço do Rei

José Freire Coordenador Técnico do Paço do Rei
Nova época, Coordenador novo. Assim se procedeu no clube Gaiense na época que agora inicia os seus trabalhos. Com a saída do anterior coordenador, Nun...

Nova época, Coordenador novo. Assim se procedeu no clube Gaiense na época que agora inicia os seus trabalhos. Com a saída do anterior coordenador, Nuno Carrão para o Clube Infante de Sagres, iniciou-se então uma nova etapa na vida deste clube e do treinador que outrora também mostrou o seu valor, no rinque, como atleta.

Com a indecisão da escolha sobre este cargo, coube ao experiente treinador assumir as rédeas da coordenação técnica e assim tentar dar continuidade ao trabalho desenvolvido anteriormente.

Á conversa com José Freire, questionamos sobre  diversos assuntos e traçamos então o perfil do novo coordenador técnico do H.C.Paço do Rei.
MdH: Após vários anos como jogador , treinador, agora o desafio de coordenador técnico do H.C.Paço do Rei. Quais as perspetivas sobre este novo desafio?
J.F.: As perspetivas são as melhores possíveis. Espero corresponder ao mais alto nível ao desafio que a Direção do Clube me colocou. Efetivamente cabe-me fazer a coordenação técnica do clube, mas conto com o apoio de todos os Treinadores e Direção. Estou convicto que tudo correrá pelo melhor, além de que também tenho a tarefa facilitada porque o clube está bem organizado e estruturado. Vamos  continuar a apostar na formação e tentar captar cada vez mais jovens praticantes para o nosso Centro de Formação. Em relação aos restantes escalões, vamos procurar ter equipas cada vez mais competitivas a disputar os lugares cimeiros nas respetivas competições em que o Paço do Rei participar.

MdH: : Quais são os seus objectivos pessoais para esta nova etapa?
J.F.: Os objetivos pessoais são mínimos relativamente aos objetivos coletivos. Aí sim, temos como objetivo  tornar o Hóquei Clube de Paço do Rei cada vez mais um clube de referência no Hóquei em Patins a nível Nacional, mas este é um objetivo  abraçado por todos os que fazem parte do Paço do Rei. Pessoalmente o desempenho das funções de coordenador/treinador permite-me acumular mais experiência e desta forma enriquecer o meu currículo. Os objetivos serão sempre coletivos, pois trabalhamos em equipa. Neste Clube há uma cultura de trabalho em equipa bem enraízada.

MdH: Como vê o desenvolvimento efetuado neste clube nos últimos anos, como o aumento sucessivo de escalões, a maior divulgação da modalidade do clube e a atração por um maior numero de atletas de outros clubes?
J.F.: O desenvolvimento do Clube nos últimos anos foi fantástico, atendendo a que estamos a falar de um clube modesto (quase familiar), que luta com muitas dificuldades ao nível financeiro para conseguir sobreviver. O trabalho efetuado foi exemplar  quer ao nível da formação, quer ao nível dos restantes escalões. A aposta em treinadores cada vez mais qualificados, com formação adequada e a vinda de atletas de outros clubes, permitiu  aumentar a qualidade competitiva das equipas do Clube e o resultado recente foi a subida à 2ª divisão nacional da nossa equipa sénior bem como a conquista do Torneio de Encerramento da APP da nossa equipa de Iniciados. A equipa de Infantis A ficou a um ponto do acesso direto ao campeonato nacional. Estas vitórias há algum tempo atrás eram impensáveis. O clube está gradualmente a assumir-se como um clube competitivo gerando a atenção e interesse de atletas de outros clubes e vice-versa.

MdH: Há poucos anos atrás, o H.C.Paço do Rei contava com poucos escalões, no entanto, esta época só não terá Séniores Femininos. Sendo o Freire um apreciador do Hoquei Feminino, tendo já alguma experiencia, acha possível a inserção deste escalão a médio prazo ?
J.F: Aprecio o hóquei feminino, fui treinador das equipas sénior e júnior do C.H.Carvalhos e  esta foi uma experiência muito gratificante. Quanto à possibilidade de  inserir o escalão sénior feminino no Paço do Rei , penso que não será viável a médio prazo, pois não temos atletas no Clube para a formação da equipa e também estamos limitados a nível de estruturas físicas. Para já, temos equipas mistas nos Benjamins e Escolares, talvez a longo prazo possamos pensar nisso.

MdH: Tanto se fala no estado em que está o Hoquei em patins na atualidade. Como “Agente desportivo” o que mudarias?
J.F: Primeiro, penso  que era essencial divulgar, apoiar e revitalizar a modalidade, dando-lhe a mesma cobertura nos meios de comunicação social que se dá  ao futebol e até ao futsal, para que se consiga captar cada vez mais jovens praticantes. Quanto à prática da modalidade em si, mudava algumas regras que não fazem sentido, reduzia as taxas a que os clubes estão sujeitos (e que são exurbitantes), entre outros aspetos.  Acho que é necessário que os dirigentes nacionais façam uma reflexão sobre o que se passa.



MdH: Para terminar, como amante da modalidade, que conselhos das aos jovens Hoquistas?
J.F: O conselho que deixo aos jovens hóquistas é que, se realmente gostam da modalidade, a continuem a praticar cada vez com mais paixão e empenho, e que deem sempre o seu melhor dentro do rinque, que honrem a camisola que vestem independentemente da cor clubística e que sejam sempre verdadeiros na prática da modalidade. 


( Entrevista Por: Vítor Marques )

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