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Miguel Moreira coordena Clínicas JET

Miguel Moreira coordena Clínicas JET
Mundo do Hóquei : Vai participar, pela primeira vez, nas Clínicas de Férias JET, de 10 a 16 de Julho, em Aljustrel... como surgiu o convite? Prof. Mi...


Mundo do Hóquei (MdH): Vai participar, pela primeira vez, nas Clínicas de Férias JET, de 10 a 16 de Julho, em Aljustrel... como surgiu o convite?
Prof. Miguel Moreira (MM): O convite surgiu através do Sr. João Rodrigues. Conhecemo-nos há vários anos e temos uma excelente relação. O convite também surgiu devido ao facto de estar mais disponível.


MdH: Quais são os seus objectivos, e o que espera desta iniciativa da JET?
MM: Este ano o staff é maior e mais abrangente em termos de valências, permitindo uma melhor distribuição de tarefas e, acima de tudo, uma enorme complementariedade.
Os meus objectivos são os de sempre: desenvolver um trabalho sério e rigoroso, promovendo uma semana com muitas e boas experiências desportivas, sendo o Hóquei em Patins a modalidade raínha.


MdH: Que competências pode adquirir um jovem hoquista, ao nível do treino, ao participar nas Clínicas de Férias JET?
MM: Poderá contactar com jogadores e técnicos competentes, melhorar um conjunto muito vasto de competências técnico-tácticas, bem como, descobrir novas modalidades desportivas. Tudo junto, fará com que o seu reportório motor seja amplamente melhorado. Para além destas destrezas, serão trabalhadas outras no âmbito das dinâmicas de grupo, tais como, melhoria da autonomia, do companheirismo, do auto controle, da iniciativa, da adaptabilidade, da empatia, da comunicação e da solidariedade. Sem nunca descorar uma das nossas bandeiras: alimentação equilibrada e adequada às actividades desportivas propostas.


MdH: Desde que deixou a APDG Penafiel, tem-se afastado do hóquei em patins, ou mantêm-se afastado?
MM: Continuo apaixonado pelo treino desportivo e em especial pelo Hóquei em Patins, mas por motivos pessoais e profissionais, este ano afastei-me um pouco. Continuo a desenvolver as funções de treinador / seleccionador da equipa de Hóquei em Patins da Universidade do Porto e, sempre que tenho disponibilidade, vou ver jogos ao vivo.


MdH: Que balanço faz da participação da Universidade do Porto (UP) nos Campeonatos Nacionais Universitários?
MM: Este ano o balanço é francamente negativo. Embora seja possível destacar alguns aspectos positivos, falhamos o nosso principal objectivo: o tricampeonato.
Tanto eu como a Universidade do Porto temos sido grandes impulsionadores do Hóquei em Patins Universitário, mas sentimos claramente que o nosso dinamismo e rigor não agradam a outros agentes que intervêm neste processo. Continuaremos a nossa luta em prol daquilo que são as nossas convicções e objectivos.
Neste momento estamos a trabalhar na internacionalização do Hóquei em Patins Universitário.


MdH: Está destacado numa região onde não há muito hóquei (Distrito de Viseu). O que acha que se pode fazer para um dia, eventualmente, surgir algum projecto dinamizador da modalidade naquela bela região do nosso país?
MM: Algumas correcções. Primeiro, não me encontro destacado, mas sim na minha escola de afectação, Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira, onde sou Professor do Quadro Nomeação Definitiva e exerço, entre outras funções, o de Coordenador do Desporto Escolar. Em virtude dessa minha função, os alunos têm tido oportunidade de aprender a andar de patins, quer nas aulas de Educação Física, como na Actividade Interna do Desporto Escolar. Segundo, sim na região existem poucos clubes de Hóquei em Patins.
Terceiro, tudo o que poderá ser feito deverá resultar do trabalho desenvolvido entre as Autarquias e a Federação. Aliás, o meu afastamento do Hóquei em Patins permitiu-me aproximar-me de modalidades como o Futsal e o Andebol, onde tenho aprendido imenso. Exemplo disso mesmo é o que se passa no Andebol, onde a Federação juntamente com a Associação de Andebol de Viseu, colocam técnicos nos clubes (uma vez por semana) a treinar as camadas jovens e a colaborar na formação contínua dos seus treinadores. Algo que tenho tido oportunidade de observar ao vivo e me tem agradado imenso.
Fruto de tudo isso e do trabalho desenvolvido no Desporto Escolar, o meu grupo / equipa de Andebol Juvenil Masculino, venceu tudo o que havia para vencer até ao momento e este mês vai representar Portugal nos Jogos da FISEC (Mundial).

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