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Candelária vai continuar forte!

Candelária vai continuar forte!
Em entrevista ao Mundo do Hóquei, o dirigente do Candelária Sport Clube, Hernâni Jorge, promete que na próxima temporada, a equipa picarota vai continuar muito forte

NOTA PRÉVIA: Esta entrevista foi-nos concedida há algumas semanas atrás, e tinha como principal objectivo dar a conhecer um pouco mais do Candelária Sport Clube, não só ao nível da equipa principal, mas sobretudo ao nível da formação. Esta entrevista estava "esquecida" no baú, mas aproveitamos a disputa do Campeonato Açoriano de Juvenis na Ilha do Pico, para publicar o artigo.
Também hoje, é dia de jogo grande na Ilha do Pico: o Candelária (4º classificado) recebe a Oliveirense (3º classificado)!
Ao Sr. Hernâni Jorge e ao Candelária Sport Clube, pedimos desculpa por este atraso na publicação do artigo... tentaremos compensar nas próximas semanas!



(foto: Fernando Teixeira)

Mundo do Hóquei (MdH): O Candelária conseguiu, pela primeira vez no seu historial, o apuramento para a final-eight da Liga Europeia. O que representa para este clube poder marcar presença em Andorra?
Hernâni Jorge (CSC): Este era um dos principais objectivos competitivos da presente época e algo que já havíamos perseguido nas duas anteriores paricipações na Liga Europeia.
Claro que estamos perante um dos grandes momentos desportivos da História do clube e também do hóquei em patins nacional, já que fomos a primeira equipa portuguesa a vencer um grupo de qualificação nesta prova e nunca o país tinha conseguido apurar duas equipas para a fase final da Liga Europeia.



MdH: Apesar de estar a fazer uma boa temporada, a equipa principal do Candelária parece estar "condenada" a ficar em quarto lugar. Quer fazer já um balanço da temporada ao nível nacional, ou ainda é prematuro?
CSC: Não obstante reservarmos o balanço do Campeonato Nacional para o respectivo final, podemos – pegando na sua pergunta – dizer que o que se passou na prova até ao momento é indiciador de que o facto do Candelária SC ter assumido a vontade de lutar pelo título de Campeão Nacional incomodou muita gente e que há, efectivamente, quem nos queira “condenar” por tal atrevimento. A esses dizemos que não nos deitarão abaixo, pois vergar não faz parte do léxico dos picarotos.


MdH: Que dificuldades têm os dirigentes locais para conseguir, ano após ano, manter o nível da equipa principal? Quais os principais projectos para a próxima temporada?
CSC: Deparamo-nos com as mesmas dificuldades da generalidade dos dirigentes desportivos, acrescidas das que resultam da insularidade e do afastamento em relação aos centros de poder. Mas temos – como o atestam os resultados aos longo das épocas – sabido buscar e alcançar os resultados a que – ano após ano – nos temos proposto.
Para a próxima temporada, apesar de ainda estarmos confrontados com algumas indefinições, procuraremos manter uma equipa altamente competitiva.




MdH: O hóquei em patins da Ilha do Pico não é só a equipa principal do Candelária.
Como dirigente e entusiasta da modalidade na Ilha, como vê a participação da Armada Verde na Zona Sul da Terceira Divisão?

CSC: Acompanhamos, de forma próxima e atenta, a prestação da Armada Verde no Campeonato Nacional e acreditamos no valor da equipa (constituída exclusivamente por jogadores picarotos e oriundos da formação do Candelária SC), ao ponto de, convictamente, afirmarmos que, não fosse o défice competitivo, a equipa poderia ter lutado pelo quarto lugar da competição.
Esperamos que ainda consigam alcançar a classificação para o Campeonato Açoriano, de forma a poderem discutir a continuação na competição nacional na próxima época.


MdH: Que balanço faz da formação de jovens hoquistas na Ilha do Pico? Será utópico sonhar com o surgimento de mais clubes com formação, mesmo noutras ilhas do Arquipélago?
CSC: Apesar da crescente dinâmica e do aumento do número de praticantes, creio que ainda temos um longo caminho a percorrer, designadamente no que respeita à formação de jogadores seniores de qualidade superior. O sucesso do hóquei em patins açoriano depende, em grande escala, do eventual surgimento de mais clubes que apostem na modalidade e o Candelária SC tudo tem feito para isso, pena é que nem todos remem para o mesmo lado e consideramos que a extinção das equipas B constituiu um rude golpe para a modalidade, já que se tratava de um excelente instrumento de formação e de qualificação dos atletas para a competição.

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