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Entrevista a…

Jorge Silva (jogador do Candelária)

Jorge Silva (jogador do Candelária)
O “Mundo do Hóquei” esteve à conversa com Jorge Silva, jogador internacional português que passou pela Académica de Espinho, Gulpilhares, FC Porto e a...

O “Mundo do Hóquei” esteve à conversa com Jorge Silva, jogador internacional português que passou pela Académica de Espinho, Gulpilhares, FC Porto e actualmente joga no Candelária, dos Açores.

No passado Sábado, foi uma das peças fundamentais na estratégia de Carlos Dantas, no jogo com o Benfica (4-4). Após meio ano a vestir as cores do emblema picaroto, Jorge Silva fala-nos de vários temas da actualidade…


Mundo do Hóquei (MdH): No passado Sábado, o Candelária voltou a "roubar" pontos a um adversário na luta pelo título, e não ganhou por pouco... como se sentiu a equipa após o fim do jogo?
Jorge Silva (JS): Foi um sentimento um pouco estranho. Sabíamos que ia ser um jogo bastante complicado contra uma equipa que está a fazer um grande campeonato. Mas com o passar do jogo sentimos que podíamos ter conseguido o objectivo, que passava por ganhar.
Por isso digo que chegámos ao fim com uma sensação de tristeza enorme. Foram pequenos pormenores que não nos deixaram ir mais longe que o empate que se registou!



MdH: Estás no Pico desde o início da temporada... Como são os dias de um jogador profissional de hóquei em patins nos Açores?
JS: Penso que a grande diferença de ser profissional aqui ou no continente é que aqui pensamos em hóquei em patins bastante mais horas durante o dia. Temos todo o tempo do mundo para estar à disposição de treinar ou algo do género ligado à modalidade.
Por ser um meio mais pequeno, claro que se sente falta de certas coisas, mas como venho demonstrando às pessoas, acho que me habituei rapidamente a ilha e dou me bem neste ambiente mais calmo.




MdH: Para além da comida típica do norte de que sentes mais saudades?
JS: Em termos por exemplo de alimentação não me posso queixar já que estou numa região onde se come muito bem.
Agora, naturalmente que sinto muitas saudades da família, namorada e dos amigos.
Mas tento estar ao máximo sempre em contacto com essas pessoas para as saudades serem combatidas de maneira saudável. Foi uma opção que tive em conjunto com essas pessoas todas e já sabia que ia ser assim. Quando se vai ao continente por mais que o tempo seja sempre pouco para toda a gente tento dar um pouco a todos!



MdH: O campeonato está muito equilibrado e competitivo. Como analisas as carreiras do Benfica e FC Porto, em relação à temporada passada? O que mudou numa e noutra equipa?
JS: O campeonato está como toda a gente esperava: quatro equipas que pelo seu valor criaram um grupo mais da frente. O Benfica com um grupo muito forte está a fazer um excelente campeonato, o FC Porto se formos ver bem as coisas tem somente menos três pontos que na época passada por esta altura, somente os adversários é que estão a fazer um melhor campeonato.
Mas não podemos esquecer que mais uma vez, a Oliveirense faz um campeonato muito bom, o que vem demonstrar que todos os anos andamos no grupo da frente. Tanto que o exemplo do segundo lugar deste momento não pode ser considerado uma surpresa.


MdH: Na Europa, o Candelária tem vida dificil, mas tem "batido o pé" aos adversários... O que falta ao CSC para chegar mais longe na Europa?
JS: O Candelária tem encarado jogo a jogo da mesma maneira, temos o objectivo de sermos um dos dois primeiros do grupo para estar na “final-eight”.
Neste momento com o ponto conquistado fora temos a ideia que se ganharmos os dois jogos que temos em casa poderemos ter um desses lugares garantidos, mas antes desses jogos em casa queremos ir a Vic fazer mais um bom jogo e pontuar. Penso que o Candelária esta num óptimo caminho na Europa onde já é bastante respeitado pelas equipas que defronta.




MdH: Jogando no CSC, pensas na selecção?
JS: Nunca escondi que vim para o CSC para ter um ritmo de jogo e utilização em termos de tempo de jogo bastante mais alargado com a ideia de voltar a vestir a camisola da Selecção Nacional. Faço o meu trabalho no clube sem obsessão da Selecção, mas claro que quero voltar a vestir aquela camisola. Esperemos pela convocatória e logo se vê!

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