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Entrevista a…

Bruno Matos (jogador do Sport Recife)

Bruno Matos (jogador do Sport Recife)
Começa hoje o campeonato brasileiro de clubes de hóquei em patins tradicional. A cidade do Recife acolhe as melhores equipas do Brasil, numa semana que promete muita emoção e competitividade. Para assinalar o início da prova, publicamos hoje uma entrevist

(foto: Paulo Paiva)


Mundo do Hóquei (MdH): Há quanto tempo decidiste voltar ao Brasil?
Bruno Matos (BM):
Já vinha há algum tempo com essa idéia na cabeça... Depois dos problemas passados no Santa Clara, acho que fortaleceram ainda mais minha intenção de regressar à casa. Mas sabia que teria que tentar continuar pelo menos mais um ano para resolver tudo e regressar com alguma tranquilidade. Infelizmente, a situação dos clubes de Hóquei já não é a mesma de tempos atrás. Poucos são os clubes que conseguem cumprir com suas responsabilidades.
E para quem é imigrante, é quase impossível de continuar nessas condições.
Daí nesse tempo de indefinições, em relação a continuidade do Óquei de Barcelos, apareceu um convite que não poderia recusar. Um convite de trabalho perto de casa, perto da família e dos amigos.


MdH: Quais são os teus planos a curto / médio prazo no hóquei em patins?
BM:
Felizmente, ainda continuarei a praticar essa modalidade fantástica. Impossível abandonar de vez. É uma coisa que já está no "sangue".
Então sempre que puder, estarei jogando pelo clube do coração. Clube que me formou como atleta e homem. Sport Club do Recife.
Claro que não profissionalmente e sim, como um colaborador, para tentar passar tudo que aprendi nesses oito anos em Portugal. Vou tentando conciliar as atividades profissionais (Que será em outra cidade) com o hóquei.


MdH: A Copa América, foi a tua despedida da selecção do Brasil?
BM:
Espero que não. Claro que nunca se sabe o futuro, mas tenho intenções de terminar minha passagem pela seleção Brasileira no próximo mundial em San Juan, local da minha primeira convocatória e do meu primeiro mundial em 2001. Então, penso que seria uma despedida em grande, 10 anos representando à seleção e no local onde iniciou-se tudo.


MdH: Que balanço fazes desta última temporada em Barcelos?
BM:
Penso que depois de tantas dificuldades, principalmente no inicio, com os resultados e no fim, com os problemas que todos sabem e as indefinições de futuro, conseguimos todos os objetivos traçados inicialmente. Manter o Óquei de Barcelos na elite do hóquei nacional. E tive uma oportunidade única, trabalhar com os miúdos da formação do Óquei. Miúdos que tem o hóquei em patins no "sangue". Miúdos que além dos idolos que toda criança tem no futebol, em Barcelos eles também tem o seu no Hóquei. Penso que a Catedral, como os adeptos (amantes do Óquei) se referem ao Pavilhão, tem algum "feitiço", aliás, resumindo , a cidade de Barcelos cheira à Hóquei em Patins. Espero que muito em breve, esse clube fantástico volte à disputar todas as provas para ganhar, como há alguns anos atrás.


MdH: Chegaste a Portugal muito novo, e ficaste por cá muitos anos. De que vais sentir mais falta?
BM:
Dos grandes amigos! Aliás, hoje posso dizer, em termos de amigos fui um Campeão nessa longa passagem por Portugal. Dos Açores ao continente, tenho grandes e verdadeiros amigos. Pessoas que mesmo longe, sinto bem próximas, ou pelas boas energias ou pela saudade. Serão amigos para vida toda.
E um dia, tenho certeza que voltarei com minha esposa (Mulher com M grande mesmo, sempre companheira e que esteve sempre comigo no melhor e no pior nessa "aventura") para passear pois é um país belíssimo e para reencontrar os amigos.


MdH: E não vais ter saudades de... ?
BM:
Das dificuldades passadas que já falei anteriormente... Das lesões... E de algumas derrotas desportivas, claro.


MdH: Depois de feitos alguns treinos e jogos com o Sport Recife, como achas que está o nível do hóquei em patins praticado na tua cidade natal?
BM:
Infelizmente os apoios para "nossa" modalidade aqui no Brasil não existem.
O hóquei aqui é quase carregado nas costas de pessoas que amam a modalidade e não deixam que ela morra. Inclusive, desde já, queria agradecer o apoio de todos os portugueses que enviaram materiais para o meu amigo e amante da modalidade Beto Gesteira, o professor dos miúdos da favela que estão praticando Hóquei.
E são muitos os miúdos que deixam de esta nas ruas para praticar nosso desporto.

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