Mundo Do Hoquei - Portal informativo de Hoquei em Patins

Entrevista a…

Vânia Ribeiro (Jogadora Selecção Nacional)

Vânia Ribeiro (Jogadora Selecção Nacional)
Vânia Ribeiro começa hoje a despedir-se dos rinques. Com apenas 23 anos, já tem um vasto currículo, mas encerra a carreira desportiva, por motivos p...

Vânia Ribeiro começa hoje a despedir-se dos rinques.
Com apenas 23 anos, já tem um vasto currículo, mas encerra a carreira desportiva, por motivos pessoais.
O “Mundo do Hóquei” entrevistou esta jogadora, que foi outrora uma promessa do nosso hóquei feminino e é, agora, uma certeza confirmada. O Mundial de Alcobendas vai marcar a sua despedida do hóquei em patins.
Vamos ter saudades tuas, “Pixixi”!



Mundo do Hóquei: Há quanto tempo e porque optaste por deixar Portugal?
Vânia Ribeiro:
Foi uma decisão tomada durante a passada época! Apesar de o hóquei ser a minha grande paixão, este ano o sabor não foi o mesmo das épocas passadas e isso ajudou muito nesta minha decisão! Mas o principal motivo que me leva a deixar Portugal é o facto de a minha família viver fora do país, assim eu poderei estar mais perto dela!


MdH: Vais deixar de jogar hóquei em patins?
VR:
Sim, tudo indica que sim! Haveria a probabilidade de eu continuar a jogar se houvesse hóquei em patins na zona para onde vou viver, mas infelizmente não é esse o caso.



MdH: Continuando a jogar num clube ou não, o Campeonato do Mundo de Alcobendas vai ser a tua despedida em definitivo da selecção nacional?
VR:
Para ser sincera nem sabia que se poderia continuar na selecção não estando a representar um clube!!! Mas sim, deixarei por completo o hóquei em patins, pois não estando a representar um clube não estarei preparada para jogar na selecção nacional.


MdH: O que esperas para este Mundial? Vai ser melhor ou pior do que o Japão?
VR:
É algo que não gosto de comparar! É uma selecção completamente diferente, são tempos diferentes! Não posso dizer que vai ser melhor ou pior, apenas posso dizer que eu e as minhas colegas de equipa faremos tudo que esteja ao nosso alcance para, pelo menos, chegarmos onde chegamos no Japão.



MdH: Nesta temporada, voltaste a ganhar tudo o que havia para ganhar, mas foi mais difícil que o costume, quer a nível pessoal, quer colectivo. Concordas?
VR:
Apesar dos números, todas as épocas foram difíceis... Esta talvez mais um pouco, devido às mudanças que foram feitas na equipa! Mas o importante é que no final voltamos a vencer!


MdH: Consegues definir a sensação que sentiste quando marcaste o "golo de ouro" na final da Taça de Arazede? Dedicaste o golo a alguém?
VR:
É impossível definir tal sensação, foi fantástico mesmo! Era o meu último jogo pela Fundação Nortecoope e ter conseguido vencer a taça com um "golo de ouro" marcado por mim foi sem dúvida algo que nunca irei esquecer! Naquele momento nem pensei em dedicar o golo a alguém, apenas queria festejar a vitória com as pessoas que me apoiaram ao longo da época e que estavam ali a festejar ao meu lado!



MdH: Qual o momento que te marcou mais, até ao momento, na tua vida desportiva?
VR:
Não é fácil escolher o momento que mais me marcou! Foram vários ao longo destes anos... Mas, para mim, o ano em que mais gozo me deu jogar foi em 2005 (o ano do Europeu de Mira)... Apesar de não ter ganho o Europeu pelas seniores, participei no Europeu sub-19 em Gijon onde recebi a taça de melhor jogadora! Naquele momento nem queria acreditar, fui buscar a taça sem saber exactamente o que era. Só depois, quando cheguei junto das minhas colegas, é que me disseram que era de melhor jogadora!


MdH: Há alguns anos, eras dada como uma promessa do nosso hóquei em patins. Agora o teu talento é reconhecido. Há algum segredo para que as jovens promessas de agora cheguem um dia a um patamar mais elevado?
VR:
Muito trabalho! E o que eu acho muito importante é a humildade! Para mim isso é fundamental, é o ponto de partida para cada vez se trabalhar mais e empenhar-se sempre mais...



MdH: Se em vez de jogadora, fosses dirigente, o que mudarias no hóquei feminino português?
VR:
Felizmente, sou jogadora:) Ser dirigente não faz parte dos meus planos!
Sinceramente nunca pensei muito neste assunto, mas penso que o hóquei deveria ser mais divulgado, com alguns jogos de demonstração em cidades em que o hóquei não é um desporto seguido! Ir junto das escolas e mostrar aos mais pequenos como funciona o nosso desporto e como é divertido patinar! E depois claro, conseguir o máximo de apoios para poder ajudar as atletas com o material!

Comentários

Notícias lidas no momento

A carregar...