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Silvana Nishi (guarda-redes selecção brasileira)

Silvana Nishi (guarda-redes selecção brasileira)
Em Outubro de 2006, o hóquei em patins feminino foi notícia devido ao “Caso Silvana”, que manchou o Campeonato do Mundo de Seniores Femininos, em ...

(foto: orkut)

Em Outubro de 2006, o hóquei em patins feminino foi notícia devido ao “Caso Silvana”, que manchou o Campeonato do Mundo de Seniores Femininos, em Santiago do Chile.

Esta polémica mudou por completo a história da modalidade, já que foi o princípio do fim da potência chamada… Brasil.

Quatro anos depois desta polémica, Silvana Nishi voltou ao activo para defender as cores do Clube Náutico de Capibaribe e da selecção brasileira, que vai disputar, de 21 a 26 de Junho, a Copa América, em Vic, na Catalunha.
Nos próximos tempos, também se espera o regresso do Brasil aos campeonatos do Mundo, depois de falhada a ida a Akita, em 2008.

Esta participação do Brasil na Copa América foi o ponto de partida para uma conversa, em exclusivo, entre o “Mundo do Hóquei” e a guarda-redes internacional brasileira!


Mundo do Hóquei: O que significa para si voltar a jogar na selecção brasileira, quatro anos depois do polémico Mundial do Chile?
Silvana Nishi:
Voltar a jogar na seleção pra mim significa recomeçar.
É sempre bom, regressar as competições. Já sentia saudades.
Não devo nada a ninguém, tenho a minha consciência tranqüila, porque nunca me dopei.
Dar a volta por cima e superar todos os obstáculos é uma grande vitória. Sinto-me realizada.


Mundo do Hóquei: Com novas regras e com tantos anos de paragem, que classificação pode o Brasil almejar nesta Copa América?
Silvana Nishi:
As novas regras não influenciam em nada o Brasil. Elas existem para ser obedecidas.
O Brasil não se apresentava em altas competições, mas as atletas estavam sempre em atividade.
O Brasil almeja sempre a melhor classificação, respeitando seus adversários; Cada jogo é um jogo e entramos sempre para ganhar. Sabemos das nossas limitações, porém o Brasil irá entrar sempre com a cabeça erguida.


Mundo do Hóquei: Que aspectos positivos pode o hóquei em patins feminino do Brasil ganhar com esta participação?
Silvana Nishi:
É sempre bom, participar de competição de alto nível.
O Brasil está se renovando e com a participação neste campeonato trará uma base para as novas atletas e claro será um grande treino para o mundial
.

Mundo do Hóquei: Foi convocada depois de disputar o Campeonato Brasileiro Feminino... como foi voltar a defender as balizas, depois de tantos anos de paragem?
Silvana Nishi:
O meu regresso as balizas, na verdade, foi um favor a uma amiga.
Ela me pediu para ajudar o time (Náutico), pois com a gravidez ela não poderia jogar. E para não prejudicar a equipe toda, eu resolvi aceitar o convite.
Quero aproveitar a oportunidade para agradecer as atletas pelo carinho e por tudo que fizeram. Ter jogado pelo Náutico e ajudar o clube a conquistar o título foi emocionante. Acabei conhecendo jogadoras que eram minhas adversárias e que hoje são minhas amigas.Tenho um carinho muito grande por elas.
O regresso foi divertido e conquistar o hepta campeonato foi maravilhoso.
Deixo aqui também o agradecimento pela força que recebi de todos, desde amigos, atletas internacionais masculinos e femininos do mundo todo, treinadores e fãs da modalidade. Não esperava o carinho que recebi. Muito obrigada!


Mundo do Hóquei: Tem alguma sugestão para ajudar a que o hóquei em patins feminino não desapareça em definitivo no Brasil?
Silvana Nishi:
Acredito que se os clubes brasileiros de futebol dessem uma oportunidade ao hóquei já seria um grande incentivo. Publicidades e a força da impressa como ocorre nos países europeus seria o ideal.

Mundo do Hóquei: Tens acompanhado o hóquei em patins feminino no exterior, nomeadamente em Portugal? Como vês o hóquei em patins feminino no Mundo, actualmente?
Silvana Nishi:
No meu período de afastamento do hóquei me ausentei por completo da modalidade.
Mantive contatos apenas com algumas amigas.
Soube que o hóquei português feminino não é mais o mesmo, perdeu sua qualidade, logo após o campeonato do mundo no Chile e o afastamento de algumas atletas estrangeiras. Acompanhei o crescimento do campeonato Espanhol, Francês e Alemão.
Acredito que o Hóquei Feminino está cada vez mais homogêneo, fico feliz por isso.
O crescimento da modalidade é interessante para todos.

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