Entrevista a…
Ricardo Barreiros (Jogador do HC Liceo)
Antes do jogo da segunda mão da pré-eliminatória da Taça CERS, Ricardo Barreiros concedeu uma entrevista ao gabinete de imprensa do Hockey Club Liceo, que passamos a divulgar…
(foto: Federação Espanhola)
Texto: Noelia Díaz e Manuel Iglesias (Gabinete de Comunicação do Hockey Club Liceo)
Tradução: Nelson Alves
Como antevê a partida contra a Juventude de Viana?
Vai ser um jogo muito complicado. A nossa vitória lá foi muito ajustada, por um golo mais. Assim, este Sábado teremos que jogar para ganhar, como se se tratasse de uma final. Não nos vale o empate.
Supomos que os ânimos estejam altos após ganharem ao Barça na sua casa…
Sim, os ânimos da equipa estão muito bem, não só pela vitória em Barcelona, mas também pela temporada que estamos a fazer.
O jogo do Barça subiu a moral e sabe de um modo diferente dos restantes jogos, porque ganhámos ao campeão, mas no final só somámos três pontos, como em todos os outros jogos.
Como está você para este jogo?
Estou muito motivado, como toda a equipa. A minha temporada tem vindo a melhorar e já me adaptei. Mudei de clube, de cidade, de companheiros e de liga. Ao principio não foi fácil.
Agora sinto-me totalmente adaptado e integrado no balneário.
No Viana há muitos conhecidos seus, não é?
Sim, tenho muitos amigos nessa equipa, com quem joguei na selecção portuguesa e em alguns clubes portugueses. Vai ser um jogo especial para mim, por jogar contra tantos amigos.
Mas vou sair a ganhar!
Como vê a Juventude de Viana neste momento?
Começou mal a temporada, com algumas lesões de jogadores e problemas nos jogos, mas agora mudaram e têm vindo a melhorar os seus resultados.
Está claro que eles vão dar tudo por tudo neste jogo, porque não têm nada a perder, mas espero que os últimos resultados do Liceo os façam ficar preocupados…
E individualmente, quais são os seus objectivos para a temporada?
Sempre fixo os meus objectivos com base nos objectivos do clube. O que me faz trabalhar todos os dias com compromisso e atitude é tentar ganhar a liga e todas as competições em que participa o clube.
Eu sozinho não ganho nada, nem eu nem nenhum dos meus companheiros, mas juntos podemos fazer grandes coisas. Assim, os nossos objectivos têm de ser os mesmos.
Disse antes que a adaptação à Corunha foi boa...
Sim, adaptei-me muito bem. O acolhimento foi espectacular e o clube fez tudo o que era possível para que estivesse tudo bem, mas claro, foi uma mudança e não depende só do acolhimento que me deram. Fez-me falta um processo de integração, mas agora estou muito bem, tanto na cidade como dentro do balneário.
Passaram cinco meses desde que cheguei, e agora tanto a minha mulher como eu estamos plenamente acostumados.
De que sente mais falta de Portugal?
Sobretudo da família e dos amigos. Desde que vim para a Corunha, vivi sempre na mesma casa, muito perto da família e dos meus amigos de toda a vida, e a minha mulher igual, e isso faz-me muita falta.
Agora temos conhecido gente nova e temos feito amizades, estamos muito bem.
Que diferenças vê entre o hóquei português e o espanhol?
Poderia enumerar bastantes, não só entre o hóquei português e o espanhol, mas também entre o hóquei anterior e as novas regras. O que me fez mudar foi ver que viria para uma equipa e uma liga melhor, onde poderia jogar com e contra os melhores jogadores do mundo.
Qual a sua opinião sobre estas novas regras?
Ao princípio, fui um dos que se opuseram a estas mudanças, mas pensando neste momento, foi o melhor que puderam fazer os responsáveis pelo hóquei.
Antes passavas muito mal na pista, devido ao contacto entre os jogadores e a violência que havia… mas agora viajas e vais jogar hóquei e nada mais, sem que haja problemas.
As novas regras fazem com que cada jogador se destaque, os bons vêem-se mais… e os maus também.
