Parceria Mundo do Hóquei / Desporto 24
Luís Sénica (Seleccionador Nacional Seniores Masculinos)

No comando da equipa das quinas enquanto técnico principal desde 2007, Luís Sénica apresta-se a dizer o adeus a um grupo que conseguiu recolocar o hóquei português na alta-roda mundial.
Todavia, ainda antes de deixar o cargo de seleccionador, há tempo de voltar ao ringue e de nele lutar pelo ceptro mundial, que desde 2003 foge ao nosso país. Para tal, Sénica conta com um esquema táctico que a todos os planos parece infalível: na linha da frente estará o talento dos jogadores, a meio a garra inerente aos vencedores e na defesa um inquebrável espírito de equipa.
Entrevista: Desporto24 / Mundo do Hóquei
Confiança e coesão de grupo parecem ser as palavras reinantes na Selecção Nacional de Hóquei em Patins que participará no Campeonato do Mundo que este ano decorre nas cidades espanholas de Pontevedra e Vigo, entre os dias 4 e 11 de Julho. Ditou a competição que Portugal ficasse acompanhado na fase de grupos por selecções exclusivamente pertencentes ao continente americano. Assim, EUA, Chile e Argentina serão os primeiros desafios que a formação orientada por Luís Sénica terá de ultrapassar, naquela que se espera ser a primeira “stickada” rumo à vitória final.
Que perspectivas acalenta para a próxima edição do Campeonato do Mundo?
O nosso primeiro objectivo é vencer o grupo em que estamos colocados, de modo a conseguirmos a qualificação para os quartos-de-final. A partir desse momento desejamos, obviamente, chegar à final.
Para si, quais são os principais adversários da equipa das quinas?
O grupo que nos coube nesta fase inicial é porventura o mais difícil. Os favoritos serão à partida a Argentina e Portugal. De qualquer forma não podemos esquecer o Chile, que tem uma equipa agressiva, do ponto de vista físico. Essa selecção procurará certamente ser uma das surpresas da prova, e, quiçá, afirmar-se de uma vez por todas no patamar superior da modalidade. A partir da fase de grupos, independentemente da ordem, que é arbitrária, coloco Portugal, Espanha, Argentina e a própria Itália no lote de favoritos, apesar da renovação que esta última sofreu. Numa segunda linha de equipas estará a Suíça, a França, Angola e o Brasil.
Quais são os pontos fortes da nossa Selecção?
Acima de tudo a grande união, solidariedade e amizade que existe no seio da equipa. No fundo, a coesão de grupo. Esses factores facilitam de sobremaneira o nosso modelo de jogo.
Sente que, depois de se sagrar vice-Campeão da Europa em Oviedo e de vencer o Torneio de Montreux, Portugal está a viver um novo período áureo na história do hóquei em patins?
Se atendermos aos resultados desportivos, penso que sim. Se juntarmos o Europeu e o Torneio de Montreux, à prestação das selecções mais jovens, em que Portugal pela primeira vez fez o pleno vencendo em Sub-17, Sub-20 e Sub-23, considero que estamos a passar por um bom momento na história do hóquei nacional.

“Desde 2004 que não falhei uma final”
Porque razão vai deixar o cargo de seleccionador?
Porque vou ter de voltar à escola. Estou condicionado pelo estatuto da carreira docente e por isso não poderia tomar outro tipo de decisão.
Que balanço faz dos anos em que passou à frente da Selecção?
Altamente positivo. Do ponto de vista pessoal, saio mais forte, mais capaz de estar e de pensar hóquei em patins.
Qual considera ter sido o melhor e o pior momento?
Na minha opinião não se pode falar em melhores e piores momentos. Em traços gerais, desde 2004 que não falhei uma final. Perdi algumas, ganhei outras. Há momentos que ficam na memória porque se ganhou e outros em que, efectivamente, poderíamos ter vencido mas que por um ou outro factor tal não aconteceu. De qualquer forma, o balanço é francamente positivo.
Tem sido falado como o sucessor de Carlos Dantas no comando do Benfica. É verdade que esse cenário poderá ocorrer?
Não sei o que irá acontecer depois do Mundial, mas é uma situação que não me preocupa neste momento.
Como vê o Campeonato português, a nível qualitativo?
Pelas movimentações que se verificam nesta época de defeso, acho que o campeonato vai ser muito competitivo. Quase que arriscava a dizer que vamos “roubar” o título de melhor campeonato do mundo aos nossos vizinhos espanhóis. Temos técnicos e jogadores de grande qualidade. Os plantéis estão bastante equilibrados.
O futuro da modalidade
Na sua opinião o país aposta na formação de novos talentos?
Penso que sim. Está a ser realizado um trabalho de raiz mas que precisa de ser desenvolvido. Para tal é necessário ocorrer uma confluência de energias. Sabemos que não é fácil convergir clubes, dirigentes, pais, atletas, federação e treinadores para essa ideia, mas acho que o hóquei em patins português não tem outro caminho senão o de procurar novos talentos, formar e preparar para posteriormente os colocar na alta-roda na procura da excelência.
No fundo, foi isso que tentámos fazer com este trabalho, desde 2004.
Pensa que, desse modo, continuamos a construir talentos suficientes para "garantir" o fornecimento da equipa principal nos anos vindouros?
Sim, com aquilo que foi projectado e trabalhado, não tenho a menor dúvida de que Portugal vai continuar a ter uma selecção de excelência. Acredito que quem quiser entrar na selecção principal, vai ter de demonstrar uma enorme categoria porque estes jogadores são mesmo muito fortes.
Entrevista: Desporto24 / Mundo do Hóquei
Confiança e coesão de grupo parecem ser as palavras reinantes na Selecção Nacional de Hóquei em Patins que participará no Campeonato do Mundo que este ano decorre nas cidades espanholas de Pontevedra e Vigo, entre os dias 4 e 11 de Julho. Ditou a competição que Portugal ficasse acompanhado na fase de grupos por selecções exclusivamente pertencentes ao continente americano. Assim, EUA, Chile e Argentina serão os primeiros desafios que a formação orientada por Luís Sénica terá de ultrapassar, naquela que se espera ser a primeira “stickada” rumo à vitória final.
Que perspectivas acalenta para a próxima edição do Campeonato do Mundo?
O nosso primeiro objectivo é vencer o grupo em que estamos colocados, de modo a conseguirmos a qualificação para os quartos-de-final. A partir desse momento desejamos, obviamente, chegar à final.
Para si, quais são os principais adversários da equipa das quinas?
O grupo que nos coube nesta fase inicial é porventura o mais difícil. Os favoritos serão à partida a Argentina e Portugal. De qualquer forma não podemos esquecer o Chile, que tem uma equipa agressiva, do ponto de vista físico. Essa selecção procurará certamente ser uma das surpresas da prova, e, quiçá, afirmar-se de uma vez por todas no patamar superior da modalidade. A partir da fase de grupos, independentemente da ordem, que é arbitrária, coloco Portugal, Espanha, Argentina e a própria Itália no lote de favoritos, apesar da renovação que esta última sofreu. Numa segunda linha de equipas estará a Suíça, a França, Angola e o Brasil.
Quais são os pontos fortes da nossa Selecção?
Acima de tudo a grande união, solidariedade e amizade que existe no seio da equipa. No fundo, a coesão de grupo. Esses factores facilitam de sobremaneira o nosso modelo de jogo.
Sente que, depois de se sagrar vice-Campeão da Europa em Oviedo e de vencer o Torneio de Montreux, Portugal está a viver um novo período áureo na história do hóquei em patins?
Se atendermos aos resultados desportivos, penso que sim. Se juntarmos o Europeu e o Torneio de Montreux, à prestação das selecções mais jovens, em que Portugal pela primeira vez fez o pleno vencendo em Sub-17, Sub-20 e Sub-23, considero que estamos a passar por um bom momento na história do hóquei nacional.
“Desde 2004 que não falhei uma final”
Porque razão vai deixar o cargo de seleccionador?
Porque vou ter de voltar à escola. Estou condicionado pelo estatuto da carreira docente e por isso não poderia tomar outro tipo de decisão.
Que balanço faz dos anos em que passou à frente da Selecção?
Altamente positivo. Do ponto de vista pessoal, saio mais forte, mais capaz de estar e de pensar hóquei em patins.
Qual considera ter sido o melhor e o pior momento?
Na minha opinião não se pode falar em melhores e piores momentos. Em traços gerais, desde 2004 que não falhei uma final. Perdi algumas, ganhei outras. Há momentos que ficam na memória porque se ganhou e outros em que, efectivamente, poderíamos ter vencido mas que por um ou outro factor tal não aconteceu. De qualquer forma, o balanço é francamente positivo.
Tem sido falado como o sucessor de Carlos Dantas no comando do Benfica. É verdade que esse cenário poderá ocorrer?
Não sei o que irá acontecer depois do Mundial, mas é uma situação que não me preocupa neste momento.
Como vê o Campeonato português, a nível qualitativo?
Pelas movimentações que se verificam nesta época de defeso, acho que o campeonato vai ser muito competitivo. Quase que arriscava a dizer que vamos “roubar” o título de melhor campeonato do mundo aos nossos vizinhos espanhóis. Temos técnicos e jogadores de grande qualidade. Os plantéis estão bastante equilibrados.
O futuro da modalidade
Na sua opinião o país aposta na formação de novos talentos?
Penso que sim. Está a ser realizado um trabalho de raiz mas que precisa de ser desenvolvido. Para tal é necessário ocorrer uma confluência de energias. Sabemos que não é fácil convergir clubes, dirigentes, pais, atletas, federação e treinadores para essa ideia, mas acho que o hóquei em patins português não tem outro caminho senão o de procurar novos talentos, formar e preparar para posteriormente os colocar na alta-roda na procura da excelência.
No fundo, foi isso que tentámos fazer com este trabalho, desde 2004.
Pensa que, desse modo, continuamos a construir talentos suficientes para "garantir" o fornecimento da equipa principal nos anos vindouros?
Sim, com aquilo que foi projectado e trabalhado, não tenho a menor dúvida de que Portugal vai continuar a ter uma selecção de excelência. Acredito que quem quiser entrar na selecção principal, vai ter de demonstrar uma enorme categoria porque estes jogadores são mesmo muito fortes.