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Entrevista a...

Tó Rocha (Jogador AA Espinho)

Tó Rocha (Jogador AA Espinho)
O experiente atleta da Académica de Espinho abriu o livro ao Mundo do Hóquei, numa entrevista onde abordou diversos temas

Percurso desportivo


Tó Rocha iniciou-se na modalidade num clube modesto chamado Águias do Porto, onde jogou nos infantis durante 3 anos, transitando para o União de Bancos, onde efectuou uma época no mesmo escalão.
Após essa época, surgiu a oportunidade de dar o salto para o Futebol Clube do Porto, onde fez 2 épocas nos iniciados, 2 nos juvenis e 2 nos juniores, subindo aos seniores onde permaneceu durante 3 anos.
Depois de uma passagem de um ano pelo Valongo, regressou novamente ao F.C. Porto para mais duas épocas.
Seguiram-se 2 épocas em Barcelos, 5 em Gulpilhares, regressando ao F.C. Porto para cumprir mais uma época.
Nos últimos anos, mais três clubes se seguiram na já longa carreira de Tó Rocha no hóquei em patins. Primeiro foi o H.A. de Cambra, depois a U.D. Oliveirense e por fim a A.A. Espinho, onde cumpre a terceira época.

Qual a retrospectiva que fazes à tua carreira?
Hoje já posso fazer uma retrospectiva à minha carreira e dividi-la em fases.
Numa primeira fase em que eu era realmente uma esperança, um elemento a ter em conta no hóquei em patins nacional, joguei no Porto, onde as pessoas tinham grande esperança que eu me afirmasse. Não o consegui fazer e posteriormente entrei numa fase em que sem ser um jogador de top, fui um bom jogador e estabilizei nesse patamar, ou seja posso-me situar como um jogador de segunda linha na antecâmara da 1ª.


Não era fácil impores-te numa equipa como o Porto que tinha no seu plantel grandes jogadores. Se fosse agora, seria diferente?
Naquela altura o hóquei estava nivelado por cima, com grandes jogadores!
Se fosse hoje, teria mais hipóteses de me ter imposto.


Achas que o nível qualitativo baixou em relação ao passado?
Acho que sim, sem dúvida nenhuma e sem querer ser saudosista de forma alguma, a prova disso está na quantidade de jogadores com idade avançada que ainda estão em actividade o mais alto nível.
Isso é o sintoma de que a qualidade e quantidade não abundam.
Se os mais velhos sentissem que são ultrapassados qualitativamente pelos novos valores que surgem, sentiriam necessidade de abandonar até por uma questão de auto-estima.
Outro factor revelador desse facto é o surgimento de alguns atletas ao mais alto nível unicamente aos 30 anos.


Durante alguns anos estagnamos na formação de novos atletas, não se tendo destacado muitos jogadores com um nível de um Vítor Hugo, Pedro Alves, Tó Neves, Paulo Almeida ou Guilherme Silva.
A que se deve a falta de qualidade em quantidade?

Arranjar uma justificação para o facto de existir menos qualidade não é fácil.
Mas penso que tem muito a ver com a paixão que os jovens têm pela modalidade!
No meu tempo de camadas jovens o acto de ir ao treino era um acontecimento de enorme felicidade. Hoje verificamos que alguns atletas jovens trocam facilmente o treino por um jogo de Playstation. O treino é quase uma obrigação…que ás vezes dá para ir outras nem por isso…


Achas que começam a faltar pessoas como o Sr. Vladimiro Brandão, que incutia todos os princípios do hóquei aos jovens e os faziam viver intensamente a modalidade?
Sim, Claro!
Esses tutores faziam com que gostássemos do hóquei, não só na hora do treino, mas também nos motivavam a viver a modalidade, fazendo com que fossemos ver treinos e jogos dos outros escalões. Isso é um sintoma de grande paixão!
Havia um atleta no Gulpilhares (Jorge Silva) cuja frequência no pavilhão era impressionante.
No tempo em que lá joguei ele assistia aos treinos das outras camadas, demonstrando uma grande paixão pela modalidade.
Isso reflectiu-se, já que o Jorge Silva é actualmente um excelente jogador de hóquei em patins!


É importante que os jovens continuem a ter referências?
Obviamente que sim. O facto de podermos idolatrar um determinado jogador é fundamental para a evolução de um atleta.
Podem ser colocados os melhores treinadores na Holanda a treinar dois ou três anos no entanto, aqueles, jamais conseguirão fazer jogadores de topo.
Poderão e certamente irão evoluir, mas a ausência de grandes referências é um obstáculo, por ser muito importante poder ver treinar e jogar os melhores atletas.
Eu em miúdo ia ver muitos jogos e quando dava por mim estava a tentar imitar aquilo que tinha visto os mais velhos fazerem.




Quais os momentos mais marcantes da tua carreira, quer positivos como negativos?
Tenho um momento muito triste, o mais negativo de toda a minha carreira, que foi a descida da Académica de Espinho, na época passada à segunda divisão.
Positivos felizmente fui tendo sempre ao longo dos anos e têm a ver essencialmente com o atingimento dos objectivos das equipas por onde passei.


O que é que o hóquei te deu de bom e o que é que deste ao hóquei?
Penso que o que dei ao hóquei passa essencialmente pela honestidade e dedicação com que sempre defendi as camisolas que vesti.
O hóquei a mim deu-me muito!
A nível monetário, proporcionou-me uma vida boa pois joguei em clubes com bons orçamentos… não vou ser hipócrita e omitir essa situação mas também me proporcionou bons conhecimentos, relacionamentos e princípios para toda a vida. O hóquei possibilitou-me viver momentos de grande diversão que jamais esquecerei.




O presente e o futuro


Já estiveste para terminar a carreira o ano passado, mas o facto de terem descido de divisão serviu para te lançarem um novo desafio, o de colocar a Académica de Espinho novamente na primeira. No fim desta época vais acabar a carreira, ou sentes-te motivado a continuar?
É muito complicada a decisão de colocar ponto final na carreira, ainda mais pela forma tão intensa e apaixonada como tenho vivido a modalidade. É difícil parar e dizer acabou!
Eu continuo a ter prazer em jogar, em pertencer a uma equipa, mesmo sabendo que já não tenho as mesmas faculdades que tive anteriormente, por força da minha idade e pelo facto de já não ser um atleta completamente profissional, já que tenho outra actividade como profissão, o que faz com que eu não tenha o descanso e a disponibilidade para treinar que em outros tempos tinha.
Continuo a ter muito gosto em jogar, treinar e do convívio com os meus colegas de equipa mas garantidamente que em Junho acabo a minha carreira como jogador de hóquei.


A experiência que adquiriste ao longo dos anos, tornou-te mais comunicativo, principalmente com os teus colegas. A forma como comunicas com eles em pista, faz transparecer um Tó Rocha com mau feitio. Essa forma de ser e estar em pista é apenas para “picar” os teus colegas, para que eles possam melhorar as suas performances?
Completamente!!!
A minha grande arma sempre foi a garra com que joguei e a vontade que tinha em fazer cada vez mais e melhor.
Sinto que “devo exigir” isso não só a mim, mas também aos meus colegas, porque inspiração nem toda a gente tem, e não se consegue ter todos os dias, mas transpiração temos a obrigação de ter diariamente.
Detesto perder, mas tenho a perfeita noção de que as vitórias dão muito trabalho não só ao sábado mas em todos os dias da semana e por isso que não tenho dúvidas que cheguei ao fim pois já não consigo, hoje em dia, treinar nos limites como sempre fiz.


Quando és sancionado com um cartão, o que sentes? Revolta ou que estás a prejudicar a equipa?
Às vezes não, ás vezes, eu sair é bom para a equipa! (risos)
A questão dos cartões sempre foi um problema que eu tive, muito por minha culpa obviamente, mas também advém do resultado de um dos grandes problemas que o hóquei tem, que são as arbitragens que têm o condão de enervar e fazer perder a cabeça quem sofre as consequências de tanta incompetência.


Quando acabares a tua carreira como atleta, vais continuar ligado ao hóquei? Em que área e o que te motiva a continuar?
Sim, gostava muito!
O que me motiva a continuar ligado é gostar muito de hóquei.
Espero poder vir a experimentar ser treinador para poder passar a experiência que adquiri ao longo destes anos todos.
E tenho muitas ideias que gostaria de implementar numa equipa e provar a mim mesmo o respectivo resultado.


E não ao nível do dirigismo? Por ser uma área com um grande défice de qualidade, poderias ser uma pessoa muito válida…
Nunca se sabe…
Acho que ao nível do dirigismo, não há a cultura desportiva que uma modalidade que pretende avançar, necessita.
Há que pensar no hóquei em patins como um produto que tem que ser bem vendido e não pensar única e exclusivamente de uma forma individualista, cada um na sua “quinta”.
O que verificamos é que a maior parte dos dirigentes pensa apenas nos seus clubes, nos seus objectivos imediatos e não vêem tudo isto numa perspectiva mais abrangente, mais alargada, porque se trata de um ciclo vicioso.
Para conquistar patrocinadores, há que ter resultados, mas também tem de se tornar a modalidade espectacular e apelativa e dotá-la de credibilidade. Quem investe tem de ter a garantia de que vai ter retorno ao nível essencialmente de notoriedade de marca. E essa notoriedade só acontece se a modalidade for vista e seguida por muita gente e comunicação social.
O produto tem que ser bom, para ser vendável!
Não faz sentido jogarmos para 50 pessoas… o objectivo é jogar para 1.000 ou 2.000, ou o maior número possível de espectadores.
Se o jogo for bonito, e houver competitividade e credibilidade tudo o resto vem por acréscimo.
Há 5 ou 6 anos atrás, o hóquei era uma modalidade de topo, que toda a gente falava e hoje isso não acontece. Actualmente só fala de hóquei quem está na modalidade.
O cidadão comum deixou de falar de hóquei, o que não acontecia… penso que se desperdiçou um capital importante, nos últimos anos.




A Modalidade


Seria importante para o “produto”, desde que com parâmetros bem definidos, a criação de uma “Liga Profissional”?
Sou da opinião que era fundamental existir uma liga de clubes que tutelasse o campeonato da 1ª e 2ª divisões onde se pudessem debater ideias, sempre numa perspectiva global e abrangente e não numa perspectiva individualista de defender os interesses próprios.
Uma liga profissional não me parece que fosse viável nem vital para o desenvolvimento do hóquei. Fundamental é que quem o dirige seja competente, apaixonado e dotado de valências e estratégias empresariais.


Como é que vês o actual estado da modalidade? O que mudarias?
Eu não quero entrar por fatalismos…
O hóquei continua a ser uma modalidade bonita de se ver, a ter gente interessada, mas sem dúvidas que houve um decréscimo de notoriedade da modalidade!
É que continuam a existir enormes incoerências e falta de visão: não faz sentido um clube investir 500 ou 600 mil euros numa equipa de hóquei e não a promover. Não faz sentido fazer estes investimentos e não procurar ganhar espaço na comunicação social. É que qualquer dia os investidores de hoje vão-se fartar de não verem as suas marcas ganhar notoriedade proporcional ao investimento que fazem.
O hóquei hoje em dia interessa quase só a quem nele está envolvido.


Faz sentido profissionalizar o dirigismo, para que se possa apostar no marketing e em acções promocionais quer junto das comunidades, quer na comunicação social?
Isso vai ao encontro do que falávamos há pouco… das pessoas se preocuparem apenas em atingirem os seus objectivos e ganharem pontos no campeonato, e não considerarem questões tão importantes como a promoção nos órgãos de comunicação social e no marketing promocional, não só dos clubes, mas principalmente da modalidade.
Há situações que poderão não se reflectir no presente, mas irão trazer benefícios no futuro.
Provavelmente estamos a pagar a factura de termos estagnado nos últimos anos!
Há 5 ou 6 anos atrás tínhamos um campeonato extremamente competitivo com grandes jogadores estrangeiros.
Eu sou muito a favor de jogadores estrangeiros em Portugal, desde que sejam de qualidade, acho que são uma “pedrada no charco” na monotonia dos planteis, ou seja, criam a vontade dos adeptos em irem ver jogar esses mesmos jogadores, porque não os conhecem, por serem diferentes e por darem espectáculo.
Nessa altura não aproveitamos esse estado de graça do hóquei, já que tínhamos a RTP e a SportTv constantemente a transmitirem jogos, para podermos catapultar o hóquei…
Infelizmente acomodamo-nos a essa situação, descansadinhos “à sombra da bananeira”!


È importante que hajam pessoas dedicadas ao marketing, mas assusta um pouco a profissionalização… o que considero fundamental é que se remunere pessoas com paixão pelo hóquei e ao mesmo tempo sejam capazes de estruturar planos de acção com objectivos bem definidos e que se sujeitem a ser avaliadas pelo trabalho efectuado através de parâmetros bem concretos (por exemplo variação de assistentes de um ano para outro).

Quando falo no profissionalismo, refiro-me ao empenho, já que se vê actualmente muita gente com importantes cargos, que “caíram de pára-quedas” no hóquei e a quem a modalidade nada diz, o que leva a que façam as coisas por fazer…
Por aí, estou plenamente de acordo!
Era muito importante que fossem buscar pessoas que jogaram hóquei e que estão desligados, que possuem determinadas valências, até ao nível académico, que permitisse trazer ideias novas e aliar paixão e conhecimentos.


Chegou-se a falar que o Cristiano Pereira iria avançar com uma lista para concorrer à presidência da Federação. Era importante ter havido uma alternativa?
Eu penso que sim!
Cheguei a ouvir que ia avançar uma lista com pessoas do hóquei. Sem querer entrar em considerações em relação à actual estrutura da Federação, porque não tenho um conhecimento aprofundado para emitir uma opinião, mas sinto que seria importante, uma pessoa com o carisma do Cristiano avançar para uma situação dessas.
Sem colocar em causa as pessoas que lá estão neste momento, das quais não tenho uma opinião avalizada sobre elas, acho que o Cristiano iria credibilizar a modalidade, assim como outras que o poderiam acompanhar e que fazem falta ao hóquei, já que têm perspectivas se calhar mais reais do que é o hóquei e ao mesmo tempo por força das vivências profissionais, acrescentar valor empresarial.




Novas regras


O que pensas das novas regras?
Pelos dados que tenho, concordo com grande parte das novas regras!
Tenho ouvido muitas opiniões discordantes sobre elas, provavelmente quando as pessoas chamadas a dar as opiniões, não apareceram ou não as deram!
Por aquilo que já li e não foi a fundo, há uma regra que é fundamental e que salta logo à vista, que é a questão do livre directo a cada 10 faltas e depois outro livre directo, nas 5 faltas seguintes… acho que é mesmo fundamental, já que com ela preservam o que de melhor há na modalidade, que é a criatividade.
Ao criarem essa regra, as equipas vão ser obrigadas a gerir as faltas que fazem e serão obrigadas a darem mais liberdade defensivamente a quem é artista.
Eu defendo incondicionalmente os artistas e a criatividade!
O hóquei não pode ser uma modalidade de porrada… os artistas são muito massacrados e eu como espectador gosto muito de ver artistas a recrearem-se com a bola e a fazer golos espectaculares e não o que se vê muito por esses pavilhões fora, onde se abusa muito da dureza, principalmente sobre os atletas mais dotados tecnicamente.
Nesta questão de alteração de regras penso que há uma grande falta de profissionalismo, pois quando se implementa algo de novo temos de saber números concretos da situação anterior; alterou-se o penalty da possibilidade de rematar ou fintar para a obrigatoriedade de rematar com o GR na linha de golo. Mas para termos noção se tal permitiu atingir o objectivo (aumento de golos) deveríamos saber qual a percentagem de penaltys concretizados anteriormente e a percentagem de golos com a nova regra. Sabemos? Não.


Concordas com o Power Play?
Concordo sim senhor. Um jogador vê um cartão azul e a equipa é penalizada por isso.
Os jogadores actualmente não dão muita importância aos azuis visto que as equipas não são penalizadas por isso.
A partir do momento que as equipas começarem a ser penalizadas por isso, certamente que os jogadores terão de ter mais cuidado para não prejudicarem as suas equipas.
Vai ter que haver uma gestão muito rigorosa das faltas tanto pelas faltas como pelos cartões.
De uma coisa não tenho dúvidas, estas regras foram feitas para proteger os artistas e por inerência o espectáculo.


A regra da grande penalidade é benéfica?
Acho que deveria ser como antigamente, com as duas possibilidades… o remate ou a possibilidade de ir para a baliza e fintar.

Acrescentavas alguma regra?
O tempo limite de ataque.
Nós não temos de ter vergonha de copiar os bons exemplos!
Se as coisas funcionam nas outras modalidades, podemos perfeitamente adaptar as mesmas à nossa realidade e eu gostava muito de ver essa experiência do tempo limitado a 20, 30 ou 45 segundos, por forma a que as equipas fossem obrigadas a atacar a baliza contrária.




Se eu fosse presidente…


Se fosses Presidente da Federação, que medidas tomavas para melhorar o hóquei em patins?
Apostava de uma forma objectiva e muito marcada na formação da arbitragem, na procura da eleição de árbitros com melhores qualidades técnicas e humanas.
Penso que essa era uma aposta que eu fazia deliberadamente, porque melhoraria consideravelmente os espectáculos de hóquei em patins.
O jogo de hóquei é muito difícil de arbitrar, porque é muito rápido e quem nunca jogou tem alguma dificuldade em percepcionar determinados movimentos e faltas.
É muito importante a formação dos árbitros e criar-lhes condições para que desenvolvam um bom trabalho e possam evoluir.
A Federação deveria olhar para esse sector com grande seriedade e grande cuidado porque é fundamental para a evolução do hóquei.
- Procurava dar voz aos clubes, abdicando da tutela do campeonato da 1ª e 2ª divisões.
Sei que tal situação poderia acarretar alguns constrangimentos que têm a ver com o estatuto de utilidade pública que a federação tem. No entanto reforço a ideia de que o campeonato de 1ª divisão sendo a parte de maior visibilidade d modalidade os olhos do grande publico, deveria ser tratado com total profissionalismo e dedicação.


Onde é que investias?
A questão da televisão é muito importante para o desenvolvimento do hóquei e as pessoas da Federação têm que ter essa noção.
A televisão é um veículo de promoção e de desenvolvimento por excelência e não há outro igual!
A internet é muito importante mas não chega à televisão de forma alguma, por isso eu apostava muito na recuperação das transmissões.
Sinceramente eu não conheço os contornos que estão a obstar a que hajam mais transmissões de hóquei em patins, não sei sinceramente quais são os problemas que existem… o que tenho é a certeza da importância da televisão para a modalidade e verificamos que há essa falha hoje em dia.
Procurava criar condições aos jornais para que concedessem maior espaço ao hóquei nomeadamente através de entrevistas a atleta para que se tornassem reconhecidos junto do grande público e ao mesmo tempo despertassem a vontade de outros hoquistas em seguir as pisadas de sucesso.
A questão da divulgação, a Federação deveria preocupar-se muito com o incentivo dos clubes a divulgarem o hóquei nas escolas. O Sporting está a fazer isso nas escolas e a federação deveria funcionar como ponte entre os clubes e as instituições de ensino pois é nas escolas que estão os potenciais atletas. Não precisamos de ir de porta em porta, a escola concentra-os num único espaço.


Que mensagem queres transmitir a todos os amantes do hóquei?
Cada um, dentro das suas possibilidades, continuem a lutar para que o hóquei renasça do marasmo em que se encontra porque o hóquei continua a ser um desporto muito bonito… para quem vê e para quem joga, aliás, nunca deixou de o ser.



Comentários

  • diogobarros: és o melhor treinador do mundo tó :')

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