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II Taça da Europa Feminina de Clubes
Segunda edição promete emoção!
No próximo fim-de-semana, será disputada a pré-eliminatória da II Taça da Europa Feminina de Clubes!

05/03/2008 Nelson Alves

Vai ter início, no próximo fim-de-semana, a II edição da Taça da Europa Feminina de Clubes. Disputada por treze equipas, oriundas de seis países, esta prova será disputada em moldes diferentes, com uma pré-eliminatória e uma fase final por eliminatórias, prometendo maior emoção e sobretudo, maior competitividade.

Esta pré-eliminatória será disputada em dois jogos, com as cinco equipas apuradas a juntar-se às isentas Biesca Gijón, CP Voltregà (Espanha) e SK Germania Herringen (Alemanha).

A fase final será disputada de 22 a 25 de Maio, em local ainda a revelar pelo CERH.

Espera-se muito das equipas portuguesas (a representação lusitana está praticamente na máxima força!), espanholas e alemãs. Mas as equipas francesas, italianas e suíças (estreantes) também poderão ter uma palavra a dizer...

Eis os jogos da Eliminatória Preliminar:

PRÉ-ELIMINATÓRIA
8 e 29 de Março
CRESH Eboli (Ita)
-
-
CH Mataró (Esp)
Fundação (Por)
-
-
Tus Düsseldorf (Ale)
Noisy le Grand (Fra)
-
-
Nortecoope (Por)
Juv. Montreux (Suí)
-
-
US Coutras (Fra)
9 e 29 de Março
HC Mealhada (Por)
-
-
RHC Diessbach (Suí)
 
FASE FINAL
22 a 25 de Maio
Equipas Apuradas: Biesca Gijón HC (Esp); CP Voltregà (Esp); SK Germania Herringen (Ale);

O "Mundo do Hóquei" acompanhará, a par e passo, o desenrolar da competição, acompanhando alguns jogos em directo e actualizando os resultados com a maior brevidade possivel!

Tal como no ano passado, o "Mundo do Hóquei" apresenta uma antevisão diferente, dando a palavra a várias jogadoras de várias equipas.

PORTUGAL

Fundação Nortecoope. Era uma das grandes ausentes da edição do ano passado. As bi-campeãs portuguesas inscreveram-se nesta segunda edição, e o objectivo será, como sempre... ganhar!

Na pré-eliminatória, a Fundação Nortecoope não terá tarefa fácil, uma vez que defrontará a forte equipa alemã do Düsseldorf-Nord.

A capitã da Fundação Nortecoope, Paula Castro, parece encarar esta participação como alguma naturalidade: "Não dou mais nem menos valor por se tratar de uma prova internacional. Eu e a minha equipa jogamos sempre para ganhar, quer se trate de um jogo contra o Fânzeres ou de um jogo contra o Voltregà!"

Motivos profissionais, como os que a levaram a abdicar de dar o seu contributo à equipa na Taça das Campeãs (Gijón, Espanha), poderão interferir, mais uma vez, na sua ajuda à equipa: "A única coisa que posso garantir é que irei dar o máximo nos jogos em que participar, já que não sei se poderei estar presente em todos os jogos internacionais, mais uma vez por questões profissionais."

A capitã da Fundação encara os jogos com o Düsseldorf com alguma cautela: "a primeira dificuldade... julgo que será o desconhecimento que temos da maioria das jogadoras alemãs. Sei apenas que no Dusseldorf joga a Nikki, que já esteve a jogar em Porto Santo e Alcobaça... Para além de não conhecermos as atletas, também não sabemos qual a capacidade táctica desta equipa... se defende individual, se defende recuada, se procura sair em contra-ataque ou se pelo contrário precisa de ter a bola no stick! Todas estas questões só as podemos solucionar no desenrolar do jogo, consoante a prestação da equipa contrária."

Paula Castro aproveita para deixar algumas criticas ao modo de organização do hóquei em patins feminino em Portugal: "A segunda dificuldade reside no facto de estarmos a disputar o campeonato nacional, onde não se teve o cuidado reformular o calendário de jogos. Desta forma, iremos jogar no sábado contra o Dusseldorf e no domingo contra uma das candidatas ao título nacional..o Boliqueime. O mesmo iá acontecer quando formos à Alemanha, onde teremos de adiar a jornada para um dia da semana. Para não falar na fase final que se irá disputar em Maio. A FPP deveria ter estado atenta a este situação!" - disse-nos.

A concluir, a experiente jogadora maiata deixou uma palavra sobre o novo modelo de competição: "concordo com a pré-eliminatoria... e acrescento que deveria haver ainda outra, para não tornar a fase final tão extensa!"

E explica: "Julgo que o ideal seria uma "final-four", como acontece na Liga dos Campeões masculina. Oito equipas para disputar o primeiro lugar não me parece muito benéfico... Vai haver uma grande carga de jogos, a meio de um campeonato nacional, onde as equipas vão ter de se ausentar durante 3/4 ou 5 dias... Acho um perfeito exagero visto que não somos profissionais da modalidade e que temos obrigações profissionais (extra hóquei) a cumprir!"

HC Mealhada. É a unica equipa portuguesa que "repete a dose". Depois de terem disputado o grupo mais competitivo da Taça da Europa, a equipa portuguesa vê com bons olhos esta pré-eliminatória... contra as desconhecidas suíças do RHC Diessbach.

Muito reforçada no início da temporada, a equipa da Bairrada entrou na Taça da europa com o objectivo de passar à fase final e aí, fazer uma boa classificação.

Isso mesmo afirma a capitã do HC Mealhada, Ana Pinho, ao "Mundo do Hóquei": "Na época passada a primeira edição da Taça da Europa Feminina de Clubes foi uma experiência completamente nova nesta modalidade, em que o HCM tinha como principal objectivo participar e conseguir um bom desempenho. As coisas não correram assim tão bem, por motivos vários, mas demos o nosso melhor e quem nos viu jogar pôde apreciar a qualidade do hóquei que praticamos. É óbvio que este ano a nossa equipa se reforçou, logo temos o objectivo de ir o mais longe possivel nesta prova, mas para isso temos primeiro de pensar em ganhar a pré-eliminatória.

A capitã do Mealhada receia o facto de não conhecer bem as adversárias. "A maior dificuldade no jogo da 1ª mão consiste no facto de não conhecermos a equipa RHC Diessbach, apesar de terem algumas jogadoras que conhecemos da selecção suíça."

No entanto, a chave será fazer um bom resultado em casa, "pois sabemos que se fizermos um bom jogo poderemos assegurar já a eliminatória e não ficar dependente do jogo da segunda mão."
Um jogo na Suíça, e ainda com a eliminatória em aberto, preocupa um pouco a capitã bairradina: "porque não jogamos perante o nosso público, não conhecemos o pavilhão, não sabemos que temperatura vamos apanhar e ainda temos o revés da viagem longa.", mas com maiores ou menores dificuldades, espera-se uma passagem à fase final.

Como repetente, Ana Pinho não esconde a satisfação pelo novo modelo, até pela má experiência vivida no ano anterior: "Sim, concordo com o novo modelo! A estrutura da época passada não era a mais indicada para este tipo de competição. Eram muitas equipas, mal distribuidas por grupos pouco equilibrados. No nosso caso, ficamos no grupo mais forte e se não ficassemos em 1ª lugar do grupo só podíamos disputar os dois últimos lugares da prova, o que veio a acontecer, enfim...uma série de coisas não muito lógicas para este tipo de competição.
Assim, concordo com o novo modelo, porque restringe o número de equipas tornando a competição mais renhida, justa e equilibrada!"

CD Nortecoope. A "segunda" equipa maiata terminou o campeonato da época passada no quarto lugar. É uma equipa em constante evolução, e espera-se que as jovens maiatas encarem o dificil confronto com as francesas do Noisy-le-Grand com grande concentração.
Objectivo, óbviamente, é passar à fase final.

A capitã, Teresa Leite, disse ao "Mundo do Hóquei" concordar com a ideia de a equipa seria muito jovem. "De facto, exceptuando as jogadoras com experiência internacional, as atletas que constituem actualmente o plantel da Nortecoope nunca disputaram provas internacionais de tão grande importância."

No entanto, para a capitã da equipa, isso não significa, necessariamente, uma desvantagem, pois "a motivação e o contentamento com que toda a equipa encarou a oportunidade de participar numa competição deste nível vão superar as nossas dificuldades. Estamos conscientes que será uma prova difícil, mas queremos representar o clube e o país da melhor forma possível."

O objectivo da equipa "passa por conseguir chegar à "Final-Eight", e uma vez alcançado esse objectivo, jogo a jogo ir fazendo o melhor possível. Estamos conscientes das dificuldades com que nos vamos deparar na pré-eliminatória, porém acreditamos na vitória e esperamos poder participar na fase final desta prova."

Uma boa prestação da equipa seria fazer "em cada jogo tudo o que estiver ao nosso alcance para o vencer, bem como representar com dignidade o país e o clube!"

Parece haver concenso entre as equipas das equipas portuguesas em relação ao modelo competitivo adoptado para esta segunda edição da prova.

Também Teresa Leite gosta mais do modelo actual: "Concordo com a pré-eliminatória a "duas mãos", acho que é uma forma justa de seleccionar as melhores equipas e aumentar a qualidade da "Final-Eight". Relativamente à fase final considero que este formato vai aumentar a espectacularidade dos jogos, uma vez que qualquer "deslize" pode deitar tudo a perder!", concluiu.

ESPANHA

Biesca Gijón H. C, Campeãs em título

Biesca Gijón. As campeãs europeias em título ficarão isentas desta pré-eliminatória. As asturianas mantêm praticamente o mesmo plantel da época passada, apenas tendo integrado duas jogadoras júniores no plantel principal.

Recentemente, o Biesca Gijón disputou a "III Copa de Reina", em Noia. as asturianas perderam, na final, com o Voltregà.
Na Liga Inter-regional, o Biesca vai ter um jogo importante no próximo fim-de-semana, defrontando no Sábado o CP Alcorcón, equipa forte da região de Madrid e unico grande adversário na luta pela conquista da quarta liga inter-regional consecutiva...

Esta temporada, as comandadas de Fernando Sierra já conquistaram o Torneio Internacional de Corunha.

A avançada espanhola Natasha Lee, e a guarda-redes alemã Christina Klein são as jogadoras mais famosas, mas Ainhoa García, Bárbara García e María Fernandez tambvém são jogadoras a ter em conta!

Voltregà venceu a III Copa de Reina
(foto: Blog Voltregà Feminino)

CP Voltregà. Com várias mexidas em relação à época anterior, mas mantendo o mesmo grande nivel. assim está a equipa feminina do CP Voltregà, equipa que, em virtude do terceiro lugar alcançado na primeira edição da Taça da Europa, também ficará isenta desta ronda preliminar.

Depois de alguns percalços, normais numa equipa que teve muitas mexidas, o Voltregà terminou a primeira volta da liga catalã no segundo lugar, atrás do Igualada HC, de Marta Soler.
Com o passar do tempo, a equipa voltou a mostrar o seu potencial e, recentemente, conquistou a Taça da Rainha, frente à também poderosa equipa do Biesca Gijón!
Após a 22ª jornada, o Voltregà ocupa o primeiro lugar da liga nacional catalã, com mais três pontos que o Igualada HC.

Uma das alterações que marcaram o início de temporada menos bom, foi a ausência de Carla Giudicci, que teve de deixar a equipa durante algum tempo, para ir fazer "Erasmus" na Polónia. Outras jogadoras que se destacaram nesta temporada foram Cristina "Motxa" Barcelló, Anna Romero ou a internacional francesa Adeline Leborgne.

CH Mataró, actual 10º classificado da liga catalã
(Foto: Site oficial CH Mataró)

CH Mataró. Marta Bartés e Tânia Pardo são as jogadoras mais conhecidas, numa equipa jovem, que geralmente termina a liga catalã nos lugares de meio da tabela. Este ano, no entanto, as comandadas de Sergio Alonso estão um pouco abaixo do habitual, ocupando, actualmente (22ª jornada), o 10º lugar da liga nacional catalã.

O Mataró defrontará, na pré-eliminatória, as vice-campeãs italianas do CRESH Eboli. O primeiro jogo será disputado em Itália.

O finalista da I edição da Taça da Europa de Clubes, o Arenys de Munt, não se inscreveu.

ALEMANHA

SK Germania Herringen e TuS Düsseldorf-Nord são as equipas que representarão o país campeão europeu em título nesta Taça da Europa de Clubes.

(Foto: site oficial SKGH)

O Germania Herringen ficará isento, pois foi terceiro classificado da edição do ano passado, beneficiando da ausência do CE Arenys de Munt. Actualmente, esta equipa encontra-se no terceiro posto, quando faltam três jornadas para o fim da fase regular da 1.Bundesliga feminina. O próximo jogo das jovens hoquistas de Herringen a contar para o campeonato será contra as actuais segundas classificadas, e campeãs alemãs em título, o RSC Cronenberg, no próximo Sábado, dia 8.

Desta equipa destacam-se as jovens Carolin Reinert (guarda-redes) e Maren Wichardt (avançada).

Düsseldorf-Nord em Voltregà
(Foto: site oficial Düsseldorf-Nord)

Já o Düsseldorf-Nord, terá um "osso duro de roer": a Fundação Nortecoope, equipa das bi-campeãs portuguesas e grandes ausentes da primeira edição da prova.

A equipa de Düsseldorf encontra-se, neste momento, no primeiro lugar da 1. Bundesliga, com os mesmos 21 pontos do RSC Cronenberg. No último jogo disputado antes de viajar até à Maia, a equipa de Nicole Paczia goleou fora o RSC Darmstadt, por 1-17, em jogo a contar para os Quartos-de-Final da Taça da Alemanha.

Para os portugueses, esta é, basicamente, a equipa onde joga actualmente a internacional alemã Nicole Paczia, ex-jogadora do Alcobacense e Portosantense.

Ao "Mundo do Hóquei", Nicole disse ter ficado "contente" quando soube que vinha jogar a Portugal: "Eu adorei jogar no vosso país, e estou satisfeita por poder voltar a jogar aí de novo." Jogar na Maia "é outra coisa... Nos dois anos que estive aí, só houve uma equipa que eu nunca bati: a Fundação Nortecoope!".
A internacional alemã não tem duvidas em afirmar que "a Fundação é favorita nesse jogo", mas "nós vamos dar o máximo e talvez consigamos uma surpresa. A minha equipa está bem preparada para esse jogo, e a Fundação terá de ir jogar em nossa casa!", concluiu.

Em relação ao novo modelo competitivo, Nicole acha que "estas alterações melhoram a prova, pois as eliminatórias asseguram que, no final, apenas estarão as melhores equipas. Mesmo que a minha equipa não se qualifique para a fase final, eu continuo a achar que as alterações foram na direcção certa, pois para mim é mais importante que num campeonato europeu estejam as melhores equipas e não todas as equipas que querem."

Nicole Paczia
(TuS Düsseldorf-Nord)

Destaque ainda para uma das grandes ausências da segunda edição da Taça da Europa de Clubes: o RSC Cronenberg.
A equipa de Beata Geismann não se pôde inscrever, pois motivos relacionados com o passaporte de uma das jogadoras, guarda-redes, de nacionalidade russa...

FRANÇA

CS Noisy-le-Grand e US Coutras serão repetentes. Os dois clubes mais fortes do hóquei feminino francês voltarão a representar aquele país, entrando em prova com vontade de causar surpresas: o Noisy-le-Grand apadrinhará a estreia do CD Nortecoope em provas internacionais organizadas pelo CERH, enquanto o US Coutras apadrinhará a estreia da Juventus Montreux, da Suíça, em jogos internacionais.

A maior experiência das jogadoras francesas poderá fazer com que aconteçam essas surpresas. Por outro lado, a competitividade do campeonato francês é muito baixa...

Foto gentilmente cedida por Jean-François Malard

O Club Sportif Noisy-le-Grand começou a temporada com um conjunto de jogos com a equipa portuguesa do Alcobacense, actual vice-campeão português.
No campeonato francês, a equipa parisiense lidera, com oito vitórias em oito jogos disputados. 86 golos marcados e 3 sofridos, demonstram bem o desnivel que há no campeonato gaulês! na época passada, o Noisy terminou a prova interna no segundo lugar.

Para Jean-François Malard, treinador da equipa e director do clube, os jogos com a Nortecoope antevêm-se tarefas complicadas: "faremos tudo para ganhar, mas vai ser muito dificil. Iremos defrontar uma equipa muito forte, muito mais do que a Nortecoope que defrontámos há uns anos atrás, no nosso torneio, em Noisy." Malard afirma que em Noisy estão todos "impacientes" para poder "disputar este grande jogo"!

Quanto as alterações ao modelo competitivo, Jean-françois Malard afirma que "nós preferíamos, financeira e economicamente, que as fases preliminares fossem disputadas no norte da Europa" - disse, explicando depois: "devemos pensar num futuro modelo, que seja mais atraente, especialmente para equipas como a nossa, que disputa poucos jogos no campeonato nacional e que espera muito mais de uma competição europeia".

De qualquer modo, o dirigente concorda que "apesar disso, esta fórmula é uma evolução em relação ao que aconteceu na época passada", concluiu.

US Coutras no Torneio da Corunha

O US Coutras é o segundo classificado da liga francesa, com apenas uma derrota (com o Noisy...) em seis jogos disputados. O saldo de golos dos campeões franceses em título é de 82 marcados e 3 sofridos...

O Union Sportif Coutras é uma equipa jovem, tacticamente bem organizada, que tem no contra-ataque a sua maior arma. No Torneio Internacional da Corunha, as gaulesas terminaram no segundo lugar, após perderem a final contra o Biesca Gijón.

Não se esperam grandes dificuldades para o Coutras na pré-eliminatória contra as suíças da Juventus Montreux, mas como não há vencedores antecipados, resta esperar pelo desfecho dos dois jogos.

SUÍÇA

Juventus Montreux HC e RHC Diessbach são actualmente, as equipas mais fortes da liga helvética feminina. São duas equipas compostas por mistos de jogadoras jovens e outras, mais experientes.

Antes de disputarem a pré-eliminatória, estas duas equipas disputaram, no Pavilhão mesmo pavilhão que acolheu o Mundial Masculino de 2007, um jogo amigavel de preparação, com duas partes de 35 minutos.
Venceu a equipa de Berna, por 2-4. Ao intervalo, as visitantes venciam por 0-2, alargando para 0-4 ao longo do segundo tempo.
A equipa visitante tirou partido do seu contra-ataque para conseguir marcar.

O campeonato suíço, época 2007/08... já terminou há dois meses. Participaram 6 equipas, e a Juventus sagrou-se campeã, com os mesmos 24 pontos do RHC Diessbach.

Solène Voltzenlugel (#5), internacional francesa do Juventus Montreux

A Juventus de Montreux conta, no seu plantel, com duas jogadoras que conhecem bem Portugal: a luso-descendente Cátia de Almeida e a internacional francesa Solène Voltzenlugel, que disputou o Campeonato da Europa de Sub-19, no Luso, no ano passado.

Para Cátia, "vai ser muito dificíl, mas faremos tudo para poder continuar em competição". Para ela, a falta de conhecimento que as suíças têm das adversárias é o maior problema.

Um problema... mas não tanto para Solène, jovem internacional francesa que já disputou, na época passada, este torneio, com as cores do RH Gleizé. Após o Europeu de Sub-19 do Luso, Solène trocou o sul de França pela Suíça, tornando-se num reforço de luxo para a jovem equipa de Montreux. "Sim, acredito que o facto de eu conhecer bem o Coutras pode ajudar a minha actual equipa... mas mesmo assim, vai ser um jogo muito dificil!", disse-nos.

Cátia Almeida gostaria de disputar uma Taça da Europa que permitisse a uma equipa suíça conseguir um bom lugar, mas com esta eliminatória preliminar, "o facto de participar é uma grande honra". Já a internacional francesa não tem duvidas em afirmar que este modelo, com jogos a eliminar, é melhor, pois "os jogos internacionais com maior nivel ajudam a desenvolver o hóquei em patins" e, "podem dar ao hóquei em patins feminino maior destaque".

Do RHC Diessbach, adversárias do HC Mealhada, não conseguimos saber muitos mais detalhes... Esta equipa, no entanto, tem vindo a participar em vários torneios internacionais, conseguindo bons resultados.

ITÁLIA

CRESH Eboli. A equipa dos arredores de Salerno é a unica equipa feminina do sul de Itália. O clube tem um grande número de jogadoras, que participam em campeonatos "mistos", incluindo as séniores, que disputam a Série B italiana.

Depois da extinção da equipa tetra-campeã italiana, HC Breganze, e da transferência da maior parte das jogadoras para o Bassano Hockey 54, apenas as vice-campeãs, CRESH, se inscreveram na Taça da Europa, prova em que se estrearam na época anterior, terminando no 12º lugar. A outra equipa feminina de Itália é o CGC viareggio...

Simona Constabile, experiente internacional italiana, é a jogadora mais conhecida da equipa.

Simona Constabile

 
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